O 10° Encontro das Mulheres do Saneamento com os movimentos socias, da sociedade civil organizada e convidadas, promovido pelo Sindae, aconteceu no último dia 12/03 no formato online, em função da Pandemia do Coronavirus.
Os diálogos sobre a realidade dos espaços políticos, sociais e econômicos em que as mulheres estão inseridas foram o foco central do evento, além da conjuntura atual no contexto de pandemia e seus impactos na vida das famílias baianas. Foi pensado também alternativas de intervenção e de contribuição da organização de mulheres nesse momento crítico que o país atravessa.
Reafirmando a defesa do Saneamento Público e de qualidade, e a luta contra a privatização da água, a fala de cada representante fez o recorte do papel da mulher trabalhadora e com deficiência e da mulher usuária (e a desassistida) dos serviços de saneamento básico.
Com a coordenação de Nadilene Sales, Diretora de Formação do Sindae, o encontro contou com a presença de nomes como Leninha Valente Presidente da CUT - BA e Ana Georgina, economista do Dieese, CUT – Secretária de Mulheres – Lucivaldina Brito, CUT – Secretária de Combate ao Racismo – Gilene Pinheiro, CUT – Coordenadora do Coletivo de Pessoas com Deficiência – Anaildes Campos Sena, Vereadora de Salvador Marta Rodrigues, Maria da Conceição Abade da Silva, Quilombola educadora Social, produtora artística e cultural, Coordenadora da Feira de Mulheres Negras de Cachoeira, a deputada estadual Maria Del Carmen e a Dra. Yukari Figueroa Mise, Bióloga, Mestre em Saúde Coletiva e Doutora em Saúde Pública.
Deste encontro foi possível estabelecer algumas propostas e encaminhamentos para:
• necessidade de inclusão na direção do sindicato de pessoas com deficiência, em especial, mulheres negras por conta da interseccionalidade e suas consequências.
• dar continuidade ao processo de discussão com a base, movimentos sociais e religiosos sobre a tentativa de privatização do saneamento na Bahia e no Brasil.
• ampliar o debate contra o processo de privatização das empresas públicas e a defesa da água como um bem público e de qualidade.
• tornar permanente os diálogos para a construção de ações que contribuam para a Saúde e Segurança da Trabhadora e do aprofundamento de conhecimentos sobre a proteção das mulheres em tempos de pandemia.
• manter as parcerias com diversos setores da sociedade para a construção do Grito Da Água 2021.

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