Produção Colaborativa
Em reunião com a Embasa, realizada hoje pela manhã, das 11h às 12h30, com a presença do diretor de Gestão Corporativa, João Alves Pinto, e do diretor financeiro da empresa, Clécio Cruz, além de gerentes e assessores das diretorias, a empresa apresentou os dados do primeiro trimestre relativos à arrecadação e também uma proposta para as cláusulas econômicas em discussão neste ano.
Como o sindicato já havia anunciado anteriormente, a Embasa se comprometeu a apresentar uma proposta durante a reunião. No entanto, neste particular, a empresa apresentou uma proposta pífia, limitada apenas à reposição da inflação dos últimos 12 meses, com retroatividade ao mês de maio, no percentual de 4,11%, relativo ao INPC.
De acordo com a Embasa, em decorrência da vedação eleitoral estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral e de recomendação do Tribunal de Contas do Estado, a empresa estaria impedida de aplicar reajuste geral acima da inflação para os seus trabalhadores. Diante disso, apresentou proposta de recomposição inflacionária para todas as cláusulas econômicas.
Em relação à apreciação dos termos aditivos proposto, conforme tratado em matéria anterior, a empresa alegou que, por se tratarem de cláusulas não econômicas, a Diretoria Executiva decidiu apreciá-las apenas no próximo ano, o que representa um tremendo absurdo e um descumprimento do acordo firmado em mesa de negociação.
A direção do sindicato solicitou que a empresa oficializasse a proposta, mas deixou claro que manterá a pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores em assembleia. Também ressaltou que a alegação de impossibilidade de concessão de ganho real em ano eleitoral colide com o fato de que, em 2022, os trabalhadores tiveram reajuste acima da inflação, o que abre precedente para a atual negociação.
Diante da postura da empresa, o sindicato convocará a categoria para mobilização em defesa de uma proposta digna e do respeito às deliberações da mesa de negociação.

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