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Sexta-feira, 24 de Abril de 2026

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Petroleiros consideram demissão de Roberto Castello Branco uma vitória da categoria

Categoria prepara greve para 1º de março

Petroleiros consideram demissão de Roberto Castello Branco uma vitória da categoria
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A demissão do entreguista Roberto Castello Branco da presidência da Petrobras causou alvoroço no mercado financeiro, sensível queda do Ibovespa e críticas ácidas da mídia burguesa (lideradas pela Rede Globo) e dos oráculos do mercado, em geral economistas e “especialistas” a soldo do grande capital.

Em contraste com a reação irada observada nos meios financeiros, a notícia foi festejada pelos trabalhadores e trabalhadoras da estatal, que cobram a mudança da política de preços e desinvestimentos imposta à empresa desde o golpe de 2016, cujo objetivo final é a completa privatização empresa.

A Federação Única dos Petroleiros associou a queda de Castello Branco à luta da categoria em defesa da empresa pública e em oposição à política entreguista que prevalece nos últimos quatro anos. Conforme decisão do seu Conselho Deliberativo, a FUP orienta os sindicatos a realizarem assembleias até o dia 25 de fevereiro com o indicativo de greve para a categoria petroleira, em defesa dos direitos e da empresa, a partir de primeiro de março.

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Bob Filds Neto

O agora ex-presidente da Petrobras defende abertamente a privatização da petroleira. Escreveu artigo no jornal Folha de São Paulo cujo conteúdo está sintetizado no título: “É urgente a necessidade de se privatizar não só a Petrobras, mas outras estatais”.

Entreguista de carteirinha, Roberto Castelo Branco herdou o DNA do avô, o economista Roberto Campos, razão pela qual já ganhou o sugestivo apelido de Bob Filds Neto. Bob Filds foi o apelido atribuído a Campos, devido ao seu fascínio pelas grandes potências capitalistas e fidelidade ao liberalismo.

Sob a direção de Castello Branco, a Petrobras chegou a promover e divulgar uma cara peça publicitária em defesa da própria privatização, o que despertou a indignação de petroleiros e patriotas.

Privatizar a Petrobras, que perdeu prestígio popular em função da corrupção e sofreu pesados prejuízos com a controvertida Operação Lava Jato, significa entregá-la às grandes petroleiras estrangeiras, juntamente com as riquezas acumuladas no pré-sal. Foi este o compromisso assumido com as transnacionais por Bob Filds Neto e também pelo ministro Paulo Guedes, o posto Ipiranga de Jair Bolsonaro cuja política econômica condena o Brasil à estagnação e ao desemprego em massa.

Interesses privados

O mercado financeiro ficou nervoso e contrariado porque está de olho na privatização e, de imediato, na continuidade da política imposta desde o golpe de 2016 de paridade de preços de importação e submissão ao mercado. Querem a empresa exclusivamente a serviço dos interesses dos acionistas, que podem ser resumidos numa única palavra: lucro, ou no linguajar marxista acumulação de mais-valia.

É o modelo de gestão que impuseram e querem perpetuar. Uma orientação que remete a estatal à lógica privada, capitalista, com o detalhe de que os lucros apropriados pelos acionistas na forma de dividendos. Este excedente não se transforma necessariamente em investimento na expansão da produção, o que é essencial para exploração do pré sal ou ampliação dos recursos públicos destinados à saúde, educação e cultura, conforme pretendiam os governos Lula e Dilma.

Parte expressiva do lucro auferido na produção está sendo remetido ao exterior para remuneração de gringos rentistas. É potencial de investimento interno líquido desviado para o bolso de investidores estrangeiros. É evidente que os interesses privados, especialmente neste caso, caminham na contramão dos interesses nacionais e são nocivos ao desenvolvimento.

Não há pior espécie na economia e na política brasileira que a do entreguista Bob Fields Neto. Sua defenestração despertou a ira do mercado financeiro, mas é bem recebida pela classe trabalhadora e as forças patrióticas, que prosseguem na luta em defesa da estatal e contra a privatização e a política entreguista em curso desde a gestão de Paulo Parente, instalado na presidência da estatal pelo golpista Michel Temer.

Reproduzo abaixo o texto publicado no site da FUP (Federação Única dos Petroleiros) sobre o tema:

Castello Branco cai após mobilizações da categoria. A hora é de ampliar a luta contra o PPI e as privatizações

Assim como em junho de 2018, quando o então presidente da Petrobrás, Pedro Parente, caiu após a greve dos petroleiros denunciar os prejuízos impostos pela política de Preço de Paridade de Importação (PPI), agora foi a vez de Roberto Castello Branco. A queda daquele que assumiu a empresa avisando que seu objetivo era privatizar a companhia, ocorre em meio à luta da categoria contra a venda da Rlam e por preço justo para os combustíveis.

Mas, não basta apenas mudar o presidente da Petrobrás. É preciso alterar os rumos da maior empresa nacional, para que volte a cumprir o seu papel social de abastecer o país e ser o eixo do desenvolvimento nacional. A hora, portanto, é da categoria ampliar a luta contra o PPI e barrar as privatizações em curso na empresa.

A queda de Castello Branco ocorre um ano após a histórica greve de fevereiro de 2020, que colocou a categoria no centro do debate público, ao se levantar contra o fechamento da Fafen-PR, denunciando os impactos do desmonte do Sistema Petrobrás e apontando que é possível a empresa vender combustíveis a preços justos.

Novamente, os petroleiros são protagonistas de um momento histórico e têm pela frente novos enfrentamentos. É preciso deixar claro para a nova gestão da Petrobrás que a categoria não assistirá calada às privatizações que avançam com a entrega da Rlam pela metade do preço e a agenda acelerada de venda de pelo menos mais cinco refinarias (junto com terminais e redes de dutos) nos próximos meses.

Vamos reagir ao total descaso dos gestores com a vida e o destino de milhares de trabalhadores próprios e terceirizados, em plena pandemia da Covid-19. Vamos reagir às jornadas exaustivas, ao assédio moral, às condições cada vez mais inseguras de trabalho, às tentativas de desmonte da AMS e da Petros.

Todos estes ataques são parte do mesmo projeto de privatização do Sistema Petrobrás. De norte a sul do país, a empresa está sendo desmontada, com várias unidades já privatizadas e diversas outras com a venda anunciada. O primeiro recado foi dado na última quinta-feira, 18, quando os petroleiros e petroleiras atenderam ao chamado da FUP e dos sindicatos e realizaram atos em apoio à greve dos companheiros da Bahia. As mobilizações mostraram a força da resposta coletiva da categoria. Além da queda de Castello Branco, a gestão da empresa, que até então se recusava a responder aos questionamentos do Sindipetro-BA, recuou e abriu um canal de interlocução, levando os trabalhadores a suspenderem temporariamente a greve, durante o processo de negociação.

É no coletivo que está a força da categoria petroleira. E é no coletivo que precisamos reagir. Por isso, o Conselho Deliberativo da FUP, reunido no último dia 17, aprovou uma agenda nacional de luta em defesa dos empregos e dos direitos que estão sob ataque da gestão privatista do Sistema Petrobrás. É preciso reagir já. Não há tempo a perder. O desmonte da empresa está diretamente associado ao desmonte dos nossos direitos. A única resposta possível é lutar, lutar e lutar, de forma coletiva.

Assembleias para decidir sobre indicativo de greve

Conforme decisão do Conselho Deliberativo, a FUP orienta os sindicatos a realizarem assembleias até o dia 25 de fevereiro com o indicativo de greve para a categoria petroleira, a ser iniciada a partir de primeiro de março.

Mobilizações imediatas

O Conselho Deliberativo da FUP também aprovou um calendário de paralisações pipoca, envolvendo todas as bases, de forma escalonada. As mobilizações começaram nesta sexta-feira, 19, com atos no Terminal de Guararema, em São Paulo, e no Polo de Guamaré, no Rio Grande do Norte, e prosseguem até o dia 28 de fevereiro.

Confira a agenda:

Dia 22/02 – CE e PE/PB

Dia 23/02 – BA, PR/SC e SP

Dia 24/02 – NF e RS

Dia 25/02 – SP e PE

Dia 26/02 – MG e Caxias

Dia 27/02 – PR/SC e RS

Dia 28/02 – NF e ES

Combustíveis a preços justos

A FUP e seus sindicatos continuarão dialogando com a sociedade organizada sobre a urgência de uma nova política de preços para os derivados de petróleo, que retome o papel social da Petrobrás na garantia do abastecimento nacional, com preços justos para os combustíveis. Novas ações de subsídio do gás de cozinha e da gasolina serão realizadas, bem como debates e articulações junto com as diversas frentes políticas e de movimentos sociais, em defesa da Petrobrás e da soberania energética do país.

FONTE/CRÉDITOS: Portal CTB
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