Em assembleia histórica ocorrida na noite da quarta-feira, 28 de abril, a categoria docente deliberou sobre o não retorno às aulas presenciais ou semipresenciais nas escolas particulares da Bahia.
As professoras e professores manterão as atividades tal como já vêm ocorrendo, de forma não presencial, fora dos ambientes escolares.
A categoria compreende que é preciso haver a imunização completa das professoras e dos professores, o que ainda não ocorreu, pois apenas começaram a ser aplicadas as primeiras doses dos imunizantes, e esta é uma realidade distante para quase toda a Bahia.
As escolas são, por excelência, espaços que devem replicar, divulgar e prezar pelo saber científico. A ciência e os fabricantes das vacinas disponíveis no Brasil são assertivos em dizer que a imunização contra a Covid-19 só está completada após a aplicação das duas doses e após passado o tempo necessário a esta imunização.
A categoria entende haver riscos imensos no retorno sem vacinação completa. Risco aos professores e às suas famílias, aos funcionários escolares e às suas famílias, aos estudantes e às suas famílias - riscos a toda a comunidade escolar e seu entorno.
Nossa luta e nossas preocupações não são apenas em relação a nós mesmos.
É evidente que todos desejamos e estamos sedentos pelo retorno do ensino presencial. Mas é igualmente evidente que não podemos, em nome disto, aceitar riscos de uma doença que, hoje, mata pessoas de todas as idades, inclusive adolescentes e crianças, e cujas sequelas aos que não morrem são ainda desconhecidas, mas já apontadas.
Assim, a deliberação da assembleia foi praticamente unânime e deve ser respeitada pelos donos de escola e pelo poder público, bem como fortalecida e encampada pela categoria.
Tudo é passível de recuperação, mas vidas perdidas não se recuperam jamais.
DIRETORIA COLEGIADA
SINPRO-BA

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