Em reunião ampliada na manhã da última sexta-feira (28), os trabalhadores da educação decidiram pela manutenção do estado de greve e rechaçaram veementemente as declarações do prefeito Bruno Reis à imprensa, de que a APLB estaria cometendo um “erro histórico” e que o retorno presencial na rede privada estaria sendo um sucesso.
“Erro histórico quem está cometendo é o prefeito ao tentar obrigar a população a se lançar num laboratório em meio a pandemia, sem garantia de vida para ninguém, principalmente para a população pobre que é quem utiliza a rede municipal de ensino. Os indicadores da pandemia estão aí, mostrando aumento de casos, aumento na taxa de ocupação de leitos, chegada de terceira onda, ruas cheias, e novas medidas restritivas para esse final de semana. Enquanto isso prefeito e o secretário municipal de educação se omitem sobre este perigo quando a questão é a educação pública, em favorecimento da rede privada”, afirma o coordenador geral da APLB, Rui Oliveira.
Na reunião, definiu-se pela manutenção do estado de greve, continuidade das aulas remotas e pela reivindicação para que seja revogado o decreto municipal que obriga o retorno das atividades presenciais nas unidades de ensino. Além da imunização completa da categoria com 1ª e 2ª doses da vacina, os trabalhadores destacaram a necessidade de diálogo com a SMED para que haja transparência no cumprimento integral do Plano de Retomada das Atividades, que prevê escolas com condições sanitárias adequadas e preparadas para o retorno no tempo adequado.
“Aula presencial, agora, é colocar todos em risco. Temos escolas sem condições, temos ônibus lotados, sem distanciamento social, comunidades e ruas cheias. Todos os caminhos levam à contaminação. As decisões da Secretaria de Educação estão sendo arbitrárias e sem diálogo”
Outro ponto destacado pela categoria foi a permanência das Escolas de Jovens e Adultos. “Quando se deveria investir na educação, a Secretaria vai na contramão em tudo. Estamos sendo menosprezados em nossa preocupação e direito à vida. São milhares de pessoas envolvidas no processo educacional. O que queremos é investimento nas aulas remotas, em um plano pedagógico que contemple a educação da forma remota, num ambiente seguro, até termos condições reais de voltarmos às salas sem risco de contaminação”, declarou.
Agenda – Uma nova reunião ampliada da categoria ficou marcada para a próxima sexta-feira, dia 4 de junho, às 10 horas.
AGENDA DE LUTA
– SEGUNDA FEIRA (31/05): manutenção do trabalho remoto emergencial;
– TERÇA FEIRA (01/06): Live sobre o trabalho remoto com a participação do secretário Marcelo Oliveira e outros;
– QUARTA FEIRA (02/06): Reunião com os representantes para avaliar o movimento e tratar do Calendário Letivo/2021, com base no retorno das discussões que foram feitas nas escolas, levando em consideração os parâmetros apresentados:
– Validação do ensino remoto emergencial;
– Respeito às férias de, pelo menos, 30 dias dos trabalhadores em educação;
– Respeito à jornada de trabalho do professor e coordenador pedagógico, incluindo a reserva da jornada;
– Não utilizar todos os sábados;
– Conciliar com o calendário da rede estadual;
– Garantir o direito à desconexão. 5ª feira (03/6), às 15 h: Feriado
– SEXTA-FEIRA (04/6): Às 10 h – Reunião ampliada com a categoria para avaliar o movimento.

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