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Sexta-feira, 24 de Abril de 2026

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Sai Bolsonaro! Serviço Público Fica!

Confira editorial do sindicato sobre o tema

Sai Bolsonaro! Serviço Público Fica!
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A morte de meio milhão de brasileiros não é apenas fruto de um governo incompetente, obtuso e negacionista. A morte de nossos amigos, parentes, familiares, colegas e conhecidos deriva de uma política deliberada que visava o recebimento de propina por parte do líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros, com a colaboração do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, sob a conivência assassina do próprio Jair Bolsonaro.

Não que a incompetência não fosse motivo mais que insuficiente para organizarmos protestos e exigir a saída deste governo, que durante todo o tempo foi incapaz de gerir a maior crise sanitária desta geração. Um governo, que usa a pandemia para atacar os direitos dos trabalhadores e entregar o patrimônio dos brasileiros à sanha do capital internacional. Era motivo. Sempre foi! E por isso, a diretoria do SINDJUFE-BA participou ativamente da construção dos atos dos dias 29 de Maio e 19 de Junho.

Contudo, os últimos eventos descortinam o fato do meio milhão de mortos ter sido uma opção para um esquema de desvio de dinheiro público. O governo retardou e dificultou a compra de vacina, para comprar imunizantes superfaturados através de uma empresa sediada em um paraíso fiscal. 

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Um esquema que se inicia com o deputado Ricardo Barros, o mesmo que protagonizou importantes ataques à Justiça do Trabalho e aos direitos trabalhistas, nomeando uma servidora NÃO concursados para cargo no Ministério da Saúde, que viria autorizar um contrato irregular. Enquanto o governo ignorava mais de 80 mensagens da Pfizer, boicotava o consórcio COVAX Facility, fazia campanha de desqualificação da Coronavac (Butantã / Sinovac), Ricardo Barros incluia emenda para permitir a compra da Covaxin da empresa indiana Biontech, mesmo antes dela ter a aprovação da ANVISA. Ricardo Barros chegou a criticar publicamente a Agência por estar retardando a aprovação da Covaxin. O deputado chegou a afirmar para a imprensa que “enquanto as pessoas morrem” os papéis “dormem”.

Mas, esta preocupação com a vida das pessoas, escondia motivação bem menos nobre: o governo assinou contrato de compra da Covaxin, vacina com eficácia duvidosa e recusada nos países desenvolvidos, por valor muito acima das demais. A vacina foi cotada por valor 1000% acima do valor original. Detalhe: o embaixador do Brasil na Índia, chegou a alertar o governo, que a Covaxin estava tendo um “processo alegadamente opaco de autorização para uso emergencial” naquele país. A compra seria intermediada pela Precisa, empresa cuja sócia é corré de Ricardo Barros em ação de improbidade. Um interessante promenor é que Flávio Bolsonaro se fez presente em reunião da Precisa com o BNDES, algo inusitado. 

O contrato de compra é assinado, contudo, um servidor do Ministério da Saúde detecta ocorrência de fraude na invoice, que previa o pagamento adiantado a uma terceira parte que não integrava o contrato. Alertado destas irregularidades por deputado federal da base do governo, irmão do servidor do Ministério, Bolsonaro afirma que isso era “coisa do Ricardo Barros” e que “mexer nisso ia dar merda”. Bolsonaro afirma que oficiaria a Polícia Federal, mas nada faz e o esquema prossegue.

A compra só não se concretiza pela recusa do funcionário público CONCURSADO e ESTÁVEL do Ministério da Saúde, que se recusou a assinar o contrato, mesmo sofrendo pressão dos seus superiores comissionados. Ao perceber que a única providência tomada por Bolsonaro foi determinar que a Polícia Federal investigasse o servidor e instaurasse procedimento administrativo disciplinar, os irmãos tornaram público o esquema e evitaram um desvio de mais de 200 milhões de reais. 

Estes eventos mostram que estávamos certos em ‘colar’ a luta pelo FORA BOLSONARO, com a luta por  DERROTAR A REFORMA ADMINISTRATIVA. As duas pautas estão intimamente ligadas! Bolsonaro, Salles, Guedes, Barros e companhia odeiam os servidores, porque eles se mostram verdadeiros entraves na sua política de destruição e morte dos trabalhadores, de enriquecimento ilícito, e de entrega do Brasil ao grande capital internacional.

Dia 03 de Julho voltaremos às ruas! E precisará ser enorme! É preciso derrotar o governo nas ruas! É possível derrubar a PEC 32! Se, como afirmávamos, esperar 2022 era um crime, igualmente não podemos permitir que a burguesia e seu parlamento se rearrume, troque os nomes, e apenas siga em frente com a sua política de morte e destruição.

FONTE/CRÉDITOS: Imprensa SINDJUFE-BA
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