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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026

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Professores baianos orientam estudantes vencedores de prêmio com jogo que combate preconceito contra autistas

Para as estudantes envolvidas, a experiência foi transformadora

Professores baianos orientam estudantes vencedores de prêmio com jogo que combate preconceito contra autistas
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A educação pública baiana segue mostrando sua força transformadora! Professores do Colégio Estadual Dulce Almeida, em Itagibá, foram fundamentais para que um grupo de estudantes conquistasse o primeiro lugar no Prêmio Inova Nickel, promovido pela Atlantic Nickel.

Sob a orientação dedicada dos educadores Daniel Paiva e Gilson Oliveira, os jovens desenvolveram o jogo digital “E agora?”, que simula situações enfrentadas por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O projeto vencedor foi desenvolvido pelos alunos Cibelly Souza dos Santos, Isabelly de Jesus Santos, Rafik de Jesus Santos, Hannah Gomes Faleiro, João Luís Andrade Ferreira, Bruno Santos da Silva, David Souza Ribeiro, Davi Faleiro Magalhães e Sylas Andrade de Jesus, sob a orientação dos professores Daniel Paiva e Gilson Oliveira.

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O trabalho tem como foco o eixo Inclusão e Diversidade, surgindo a partir da preocupação com os desafios enfrentados por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que muitas vezes são estereotipadas devido ao desconhecimento e à falta de empatia. A solução criada foi um jogo digital inovador, que promove empatia e conscientização sobre o autismo, permitindo ao público vivenciar de forma imersiva os desafios reais enfrentados no dia a dia. O game é estruturado em fases que simulam situações cotidianas, nas quais o jogador precisa superar obstáculos, aplicar técnicas de autorregulação e lidar com experiências típicas do TEA. Além disso, conta com recursos como objetos de hiperfoco e um manual explicativo, oferecendo informações práticas sobre o autismo e contribuindo para uma sociedade mais inclusiva.

O projeto recebeu incentivo de R$ 10 mil e nasceu da inspiração em um colega de turma, João Luís Ferreira, diagnosticado com TEA e participante ativo da criação do jogo.

Mais do que um recurso tecnológico, a iniciativa carrega um profundo compromisso social e educacional. O professor Daniel destaca:

“Ver os estudantes focados em encontrar uma solução inovadora para um desafio dentro da sociedade, que às vezes é invisível, me deixa muito emocionado. Quando a gente fala de trazer uma proposta inclusiva, não é apenas um jogo, é um serviço público, social e humanitário.”

Com o prêmio, os professores e alunos pretendem estruturar o protótipo para disponibilizá-lo ao público em geral, além de ampliar o site criado especialmente para o projeto, que já reúne informações importantes para mães atípicas, como diagnóstico precoce, leis e direitos.

Para as estudantes envolvidas, a experiência foi transformadora. “Ganhar o prêmio mostrou que estávamos no caminho certo ao promovermos um projeto inovador que pode mudar vidas”, relatou Isabelly de Jesus.

O coordenador-geral da APLB, professor Rui Oliveira, ressaltou a importância da conquista e do trabalho dos docentes:

“Esse resultado é uma prova viva de que, quando o professor tem condições de orientar e incentivar, nossos estudantes da rede pública alcançam grandes feitos. Parabenizamos os colegas Daniel e Gilson, que mostraram na prática como o papel do professor é essencial para transformar a sociedade por meio da educação.”

A conquista reforça o papel essencial dos professores da rede pública, que, com orientação, incentivo e dedicação, tornam possível que os estudantes desenvolvam soluções criativas, inclusivas e transformadoras para toda a sociedade.

FONTE/CRÉDITOS: APLB Sindicato
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