De acordo com informações publicadas pelo site O Trombone, o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), estaria decidido pela concessão da EMASA (Empresa Municipal de Águas e Saneamento S/A) à iniciativa privada.
"O blog apurou junto a pessoas com acesso à empreitada, que o município está, sim, planejando fazer a concessão dos serviços de água e esgoto à iniciativa privada e, para isso, usaria como instrumento o Edital lançado pela gestão anterior, do ex-prefeito Fernando Gomes. O motivo é que o processo de venda, previsto nesse edital, seria facilitado, por já terem sido realizados alguns atos, inclusive a fase das audiências públicas".
A matéria também sugere que o prefeito já teria rejeitado a proposta de investimento do governo do estado, através da Embasa, feita em reunião realizada com o prefeito Castro na úlima quinta-feira (4) , de aproximadamente 500 milhões de reais, dando preferência à privatização desses serviços.
O Sindae está em alerta e preparado para mobilizar toda a sociedade itabunense contra qualquer tentativa de privatização, que certamente trará enormes prejuízos para os munícipes, como por exemplo, tarifas de água abusivas e insuportáveis pela população (o que é o comum em se tratando de empresas privadas), demissão em massa de trabalhadores (as) e queda na qualidade dos serviços. Além disso, existem várias falhas técnicas e jurídicas nesse processo, que vem desde o ex-prefeito Fernando Gomes, que serão devidamente exploradas.
Ocorre que sucessivos prefeitos têm tratado o assunto saneamento básicos de maneira ideologizada, sem considerar seus aspectos socioeconômicos, fiscais, tarifários e trabalhistas. Outro equívoco é tratar a questão da água e do esgotamento sanitário apenas como algo de interesse meramente local, descolado da dimensão microrregional que esses serviços têm. Além do mais, nenhuma empresa privada substituirá o papel do estado de implementar uma infraestrutura de saneamento que atenda à população com baixo custo tarifário e com qualidade. Estudos recentes, baseado em dados dos SNIS (Sistema Nacional de Informações de Saneamento), indicaram que, os 100 municípios brasileiros operados por empresas privadas neste seguimento, estão abaixo da média nacional de tratamento de esgoto.
O estado de Tocantins que privatizou os serviços no final da década de 90, bem como o município de Manaus, que são operados por duas das maiores empresa privadas do setor, a AEGEA e A BRK, estão abaixo da média nacional tanto no quesito abastecimento de água, que é de (83,6%), quanto de tratamento de esgoto (46,3%). Em Tocantins, a média real é de 79,34% de abastecimento de água e 26,46% de esgoto. Em Manaus, apenas 10% dos esgotos são tratados e centenas de milhares de pessoas não têm acesso à água de qualidade. E já se vão mais de duas décadas de privatização.

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