Nesta manhã de segunda-feira (12), o sindicato recebeu uma grave notícia de que um homem armado com um canivete invadiu o escritório da Embasa no município de Vitória da Conquista, ferindo dois empregados, um deles gravemente e causando pânico geral, inclusive, colocando uma pessoa como refém por alguns minutos.
De acordo com informações, um vigilante teria sido atingido no dedo, sem maior gravidade, e o funcionário Maurício Epitácio, que estava saindo de uma das salas do escritório local no momento da confusão, foi golpeado no abdome, tendo o seu estado de saúde considerado delicado. Maurício foi socorrido pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhado a um hospital particular da cidade e deve passar por uma cirurgia.
Além desses dois casos, como já mencionado acima, uma trabalhadora foi feita refém por alguns minutos e a situação gerou muito pânico nos presentes. A polícia militar foi acionada e conseguiu reverter a situação e prender o autor do atentado que estaria inconformado por ter, ao que parece, o fornecimento de água cortado por inadimplência. Uma situação gravemente dramática, mas que reflete a falta de proteção adequada para os trabalhadores (as) da Embasa, principalmente aqueles (as) que laboram diretamente com o público externo.
Em março de 2017, no município de Barreiras, um cliente insatisfeito com o serviço, durante momento de fúria, quebrou cadeiras e ainda tentou agredir a atendente. O clima só melhorou após intervenção de outros funcionários que ali estavam. No mesmo período em Eunápolis, um monitor de computador guardava a marca de um sapato atirado por um cliente. Houve também registro de ameaça de morte em Porto Seguro.
Na verdade, esses empregados (as) vivem em constantes ameaças e, por vezes, humilhação por partes de alguns clientes, sendo que o ocorrido hoje mostra mais um detalhe, em que pese à presença de vigilante, a empresa não foi capaz de garantir a segurança dos seus trabalhadores (as). O Sindae sempre cobrou e continuará a cobrar que a empresa tome medidas, adicionais e mais efetivas, para que os seus trabalhadores (as) possam trabalhar sem medo de serem assaltados ou agredidos.

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