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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025

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Há 30 anos, os petroleiros pararam o Brasil

A greve histórica de 1995 segue viva na memória da luta

Há 30 anos, os petroleiros pararam o Brasil
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Três décadas se passaram, mas a chama da resistência segue acesa. Em maio de 1995, os petroleiros e petroleiras protagonizaram uma das maiores e mais corajosas greves da história do Brasil. Foram 32 dias de paralisação nacional, com adesão superior a 90% da categoria, em uma batalha por dignidade, direitos e justiça. Hoje, 30 anos depois, o Sindipetro Bahia faz questão de relembrar e celebrar esse marco de bravura e unidade.

A greve começou no dia 3 de maio, em plena ofensiva neoliberal do governo Fernando Henrique Cardoso, que estabelecia arrocho salarial, retirava direitos e promovia a quebra dos monopólios estatais do petróleo e das telecomunicações. Além da reposição de perdas salariais que já ultrapassavam os 100%, a luta era também pelo cumprimento de acordos firmados com a FUP e pela defesa da soberania nacional.

A Petrobras foi paralisada de norte a sul: refinarias, plataformas, terminais, unidades administrativas, campos terrestres de produção de petróleo e gás… tudo parou. Enquanto outras categorias recuaram diante da repressão, os petroleiros seguiram firmes, sustentando sozinhos o movimento paredista e garantindo, com organização e revezamentos, o abastecimento à população – mesmo sendo, injustamente, acusados pela mídia do desabastecimento de gás. Só meses depois, o TCU confirmaria: a culpa era das distribuidoras, não da greve legítima.

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O governo respondeu com brutalidade: cortes de salário, demissões, ocupação militar nas refinarias e multas milionárias contra as entidades sindicais. O TST declarou a greve abusiva, puniu os sindicatos, bloqueou contas, e ainda assim, a categoria resistiu. Foram 73 demissões (sendo 22 delas na Bahia), mais de mil punições e R$ 2,1 milhões em multas para cada um dos 20 sindicatos envolvidos. Mas nem a truculência, nem o silêncio imposto, conseguiram apagar a força de quem luta por justiça.

Foi apenas com o apoio de outras categorias, da sociedade civil, de parlamentares e da CUT – que promoveu, no dia 31 de maio, o Dia Nacional de Solidariedade: Somos todos petroleiros – que as negociações foram reabertas. Em 2 de junho, a FUP indicou a suspensão da greve, aprovada por ampla maioria, mas a luta não terminava ali.

A anistia plena só viria anos depois, durante o primeiro governo Lula, com a reintegração dos demitidos e o resgate simbólico e político de uma categoria que se manteve de pé quando o país inteiro se curvava. Foi essa greve que moldou a espinha dorsal do movimento sindical petroleiro, e foi ela que sedimentou as conquistas do nosso Acordo Coletivo, reconhecido como um dos mais avançados do Brasil.

Para o Sindipetro Bahia, lembrar a greve de 1995 não é apenas um exercício de memória – é um compromisso com a história e com as futuras gerações de petroleiros e petroleiras. É dizer, com orgulho: nós lutamos, resistimos e vencemos. E, diante de novos desafios, é essa mesma força que seguirá nos guiando.

Viva os 30 anos da maior greve da categoria petroleira!

Viva a luta coletiva, a solidariedade e a coragem de quem nunca se calou diante da injustiça!

FONTE/CRÉDITOS: Imprensa Sindipetro Bahia e FUP
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