A maior empresa pública de saneamento básico do Brasil está no centro das discussões políticas de quem irá assumir o comando da estatal no próximo governo.
Não é novidade que essa disputa tem histórico e o “cabo de guerra” vai seguir para o lado de quem tem mais capital político. O Ministro da Casa Civil Rui Costa, o Senador Jaques Wagner e o atual governador Jerônimo Rodrigues, todos do Partido dos Trabalhadores (as), são citados nos bastidores da política baiana como sendo os grandes mentores em tratar sobre o tema.
Importante lembrar que a empresa, muito atingida negativamente nos últimos 4 anos, vem resistindo às inúmeras tentativas de privatização, desde os governos do Carlismo até governos do campo popular e se não fosse a organização da classe trabalhadora junto com os movimentos populares, a essa altura, o saneamento básico no estado já estaria fatiado por interesses da inciativa privada e de acordos políticos, como foi a tentativa de criação da BahiaInvest com ações da Embasa.
A direção do Sindicato aponta que esse jogo de disputa política pela Embasa, maior executora do programa de direito de acesso à água no estado, o programa Água Para Todos, demonstra que querem fazer de “barganha” ao invés de priorizar os interesses da sociedade. Esses acordos políticos colocam em risco o futuro da empresa a intensificar um possível processo de sucateamento até a destinação para a inciativa privada.
Nos últimos anos tem aumentado o número de funções gratificadas (cargos comissionados), gerando mudanças bruscas na governança da empresa e sem considerar que no quadro de trabalhadores (as) próprios existem muitos talentos dispostos em assumir desafios até em instâncias de direção, no entanto os critérios passam longe da boa técnica e de gestão. Em tempo, a direção do Sindicato defende que todos os cargos de diretoria sejam trabalhadores (as) próprios da Embasa.
Por anos a função de gerência nos escritórios do interior era leiloada por conveniência da política partidária no local. O Sindicato à época fez as devidas intervenções mudando essa realidade: hoje são todos do próprio quadro.
Diante dessa disputa a política de saneamento básico no estado fica prejudicada restando o cofre da Embasa ser cogitado como fonte financiadora de uma futura composição política pós-eleitoral.
O Sindicato orienta a classe trabalhadora vigilância permanente diante desses arranjos para evitar que sejam trazidos retrocessos nas conquistas históricas e que o governador Jerônimo vista de fato a camisa da empresa, tenha sabedoria e atitude para garantir que os bons ventos sejam soprados nessa disputa.
A organização da classe trabalhadora não é apenas por local de trabalho e sim no âmbito legislativo e poder identificar quem merece ocupar a cadeira parlamentar diz muito sobre o futuro do saneamento público na Bahia.

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