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Quinta-feira, 23 de Abril de 2026

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Com postura machista e misógina, Embasa busca dificultar cumprimento de decisão judicial para mães lactantes

Embasa exige que as mães lactantes com filhos acima de seis meses de idade também apresentem um relatório médico

Com postura machista e misógina, Embasa busca dificultar cumprimento de decisão judicial para mães lactantes
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Em ação claramente machista e misógina, a Embasa publicou na sua rede interna de comunicação (intranet) um comunicado no qual busca complicar a vida das mães lactantes. Elas obtiveram o direito de retornar para o regime de trabalho remoto (home office) através de liminar, concedida em ação judicial impetrada pelo Sindae junto à Justiça do Trabalho, mas a diretoria da empresa arrumou um jeito sorrateiro e vil de se vingar das mulheres e da derrota judicial que sofreu, exibindo todo seu ódio ao gênero feminino e à maternidade.

O problema é que a Embasa exige, além do preenchimento de um formulário de autodeclaração, que as mães lactantes com filhos acima de seis meses de idade também apresentem um relatório médico, alegando conformidade com o artigo 396 da CLT. Tal exigência é absurda e visa claramente dificultar o cumprimento da decisão judicial, pois o artigo aludido pela empresa trata de intervalos dentro da jornada, o que não é objeto da decisão judicial, que determina a alteração do regime de trabalho presencial para o de trabalho remoto.

A maldade desse tipo de exigência é extrema, ao obrigar que as mães com filhos pequenos saiam de casa para um consultório médico no meio da pandemia em busca de um relatório absolutamente dispensável, onerando o plano de saúde e expondo as mães e suas crianças ao risco de contaminação pelo coronavírus.

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Caso a empresa não volte atrás nessa exigência vergonhosa e desumana, o sindicato irá acionar novamente o poder judiciário para garantir o cumprimento integral da decisão. 

A amamentação das crianças a até, pelo menos, dois anos de idade, é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde - OMS e da Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS e uma decisão que cabe às mães. A recomendação da OMS se baseia em inúmeros estudos científicos que demonstram os benefícios de um período maior de amamentação para a saúde das crianças, que adoecem menos, diminuem o risco de obesidade e sobrepeso, além de ajudar a proteger as mães do câncer de mama. O leite materno fornece metade ou mais da energia e nutrientes necessários a crianças de 6 a 12 meses e um terço das necessidades entre os 12 e 24 meses. Segundo pesquisas internacionais, crianças amamentadas dentro dos padrões recomendados pela OMS e OPAS tem melhor desempenho em testes de inteligência e frequência escolar. 

Mesmo nesse período de pandemia do Covid-19, essas organizações tem reforçado a necessidade das mães manterem a amamentação, para evitar prejuízos futuros à saúde e à vida das crianças. A decisão de amamentar seus filhos é da mulher e, em uma sociedade civilizada, deve ser sempre estimulada, mas na Embasa isso passa longe, demonstrando que a empresa precisa evoluir  muito em sua visão de mundo e de gestão

FONTE/CRÉDITOS: Sindae
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