Em assembleias realizadas nesta segunda-feira (28/07), que contaram com uma participação significativa da categoria, os(as) trabalhadores(as) da Cetrel e da DAC decidiram, por ampla maioria, rejeitar a proposta indecente das empresas de oferecer somente a recomposição da inflação do período para as cláusulas econômicas, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, que ficou em 5,32%, referente à data-base de 1º de maio. Para as demais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, não foi ofertado qualquer outro ganho adicional.
Conforme já relatado em matéria registrada no site do Sindae no dia 22 de julho de 2025, os(as) trabalhadores(as) da Cetrel e da DAC, pelos resultados positivos que vêm apresentando ano a ano, esperavam muito mais avanços no ACT. Além de tentar protelar reiteradamente as reuniões de negociações, a Cetrel não dá ouvidos aos pedidos da categoria, mesmo àqueles sem impactos econômicos, o que demonstra uma postura de desvalorização da sua força de trabalho.
Em um gesto de muita boa vontade, a categoria, nas assembleias, reanalisou todos os pedidos do ACT e decidiu abrir mão de alguns deles, entendendo que, embora essas proposições da pauta de reivindicações sejam muito importantes, podem ser debatidas no futuro. Os pontos dos quais a categoria decidiu abrir mão para esta negociação foram: ganho real no valor pactuado de PPR; ganho real no auxílio funeral; redução da jornada de trabalho para 30 horas; ganho real no auxílio alimentação para quem está no regime de teletrabalho; aumento do prazo para complementação do auxílio-doença e cesta junina.
Por outro lado, entendendo que a Cetrel tem condições de avançar no acordo coletivo, a categoria manteve, em assembleia, o pleito do pedido de ganho real linear de R$ 300,00 nos salários, além de cesta básica no valor de R$ 500,00. A propósito, valor bem recuado, muito abaixo dos R$ 623,85, referente à Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do DIEESE para Salvador.
Para além desses pedidos, os(as) trabalhadores(as) da Cetrel pedem que a cobrança mensal da coparticipação do plano de saúde seja limitada a 10% do salário base, medida que não gera impacto econômico para a companhia, mas preserva a capacidade de pagamento dos beneficiários em casos mais graves de saúde, evitando que os(as) trabalhadores(as) venham a passar por apuros financeiros por terem boa parte de sua renda mensal comprometida com o pagamento da coparticipação do plano de saúde, além de outras despesas médicas, comuns nessas situações.
Outra demanda das assembleias, sem impacto econômico imediato, é que a Cetrel e a DAC implantem um plano de cargos e salários na companhia, pois os(as) trabalhadores(as) anseiam por construir uma carreira sólida e transparente nas empresas. Além disso, ficou mantido o pedido de que o valor pactuado do PPR da Cetrel seja reajustado, no mínimo, pelo INPC a cada ano, e que o auxílio-creche seja pago a homens e mulheres, garantindo igualdade de direitos, independentemente do gênero.
Outros pleitos mantidos pelas assembleias foram: cesta natalina; ampliação da quantidade de trocas de turnos; 14º salário; e estabilidade especial de 48 meses para aposentáveis.
Por fim, a categoria decidiu também marcar novas assembleias com indicativo de greve para o dia 11 de agosto. Nesse sentido, o Sindae enviará, nas próximas horas, um ofício para a empresa comunicando a rejeição da proposta, ao mesmo tempo em que formalizará por escrito a contraproposta debatida pela categoria à Cetrel.
Vamos à luta!
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