Blog do Trabalhador - Notícia no tempo certo

Domingo, 18 de Janeiro de 2026

Notícias/Fique Sabendo

Audiência pública debate estratégias de enfrentamento da Reforma Administrativa

A professora Raquel Nery foi a primeira a fazer uso da fala. Depois de saudar os integrantes da mesa, ela fez uma linha do tempo das inúmeras tentativas de Reformas Administrativas

Audiência pública debate estratégias de enfrentamento da Reforma Administrativa
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

A nova proposta de reforma administrativa (PEC 38) é uma ameaça para as/os trabalhadoras/es e a população em geral: tomando como ponto de partida o falso discurso de “combate aos privilégios”, ela põe em risco a qualidade dos serviços públicos, acaba com a estabilidade dos servidores públicos e beneficia o grande capital. Esses foram os principais pontos debatidos na Audiência Pública sobre a Reforma Administrativa, iniciativa da APUB e do mandato da vereadora Marta Rodrigues, realizada na manhã da última segunda (15/12), no Auditório do Edf. Bahia Center. 

Além da presidenta do Sindicato, professora Raquel Nery, e da vereadora Marta Rodrigues, a mesa foi composta pelos vereadores Silvio Humberto e Hamilton Assis; o vice-presidente do PROIFES, Flávio Silva; a presidenta da CUT-BA, Leninha Valente; a supervisora do DIEESE, Ana Georgina; e o diretor do DCE UFBA, Joan Ravir. Como encaminhamento da Audiência, a ata da discussão será encaminhada para os deputados e senadores que representam a Bahia, bem como para o deputado Hugo Motta e para o prefeito Bruno Reis. Além disso, ficou alinhada a realização de um ato no mês de janeiro, para sensibilizar a população a juntar-se à causa do enfrentamento à Reforma Administrativa.

Publicidade

Leia Também:

A professora Raquel Nery foi a primeira a fazer uso da fala. Depois de saudar os integrantes da mesa, ela fez uma linha do tempo das inúmeras tentativas de Reformas Administrativas, tendo o golpe contra a presidenta Dilma como ponto de partida. A presidenta teceu duras críticas à ideia de professores como “privilegiados”: “Não temos privilégios. Temos uma carreira que dura 20 anos de sua base até o topo. Nosso reajuste é sempre resultado de muita luta. Desde o golpe da presidenta Dilma, ficamos sete anos sem mesa de negociação, com perdas salariais que nem sequer foram recuperadas. E agora precisa de uma PEC que atinge as pessoas que mais precisam do serviço público, em nome da modernização do estado brasileiro e da extinção de privilégios?”

O vice-presidente do PROIFES, Flávio Silva, foi o segundo a falar. Em sua apresentação, o professor trouxe dados relevantes a respeito da quantidade de servidores bem como a proporção de servidores em cada uma das esferas administrativas. Ele desmentiu, com dados, um dos principais mitos que envolvem a reforma administrativa, o de que o Brasil gasta muito com o serviço público. “O Brasil tem 12,4% de servidores em relação à população economicamente ativa. Isso equivale a quase metade da proporção dos países da OCDE”, explicou.

A Supervisora Técnica do DIEESE, Ana Georgina Dias, foi a próxima a fazer uso da palavra. Depois de agradecer à APUB pela iniciativa da Audiência Pública, ela trouxe à tona um problema que já acomete o serviço público, mesmo em governos progressistas: o alto número de trabalhadores terceirizados e temporários. “O Estado não pode ser visto como uma empresa privada, porque o objetivo é outro. Ele não foi feito para dar lucro, foi feito para dar resultado”, analisou.

Já a presidenta da CUT-BA, Leninha Valente, analisou a conjuntura política e os limites de um governo progressista, que precisa lidar com um parlamento de maioria conservadora e sem compromisso com a melhoria dos serviços públicos para os cidadãos. “As reformas administrativas são sempre propostas a título de modernização. Mas isso que chamam de ajuste fiscal, a gente sabe que é um arrocho”, criticou a presidenta da CUT. 

Representando o movimento estudantil, Joan Ravir, da direção do DCE UFBA, chamou a atenção dos impactos que uma Reforma como a que está sendo pensada pode ter para o movimento estudantil. “Quando a gente trata desse desmonte, a gente vê o quanto é importante que os servidores tenham os seus direitos garantidos, por isso acaba impactando na saúde dos servidores e dos estudantes também”, avalia.

O vereador Hamilton Assis chamou a atenção para a necessidade de enfrentar a Reforma Administrativa junto com a população. “Precisamos pensar em como a gente envolve os usuários de serviços públicos, porque é extremamente grave o que estão acontecendo”, avalia. Ele também relacionou a Reforma proposta a um mecanismo de necropolítica. “Quando você precariza o serviço para quem mais precisa, você está decidindo quem vai viver e quem vai morrer”.

O vereador Silvio Humberto chamou a atenção de que, com um Congresso conservador como o atual, não adianta o Governo fazer o “dever de casa” sozinho. Também chamou a atenção de que, embora os defensores da Reforma abracem a narrativa de que o estado é “ineficiente”, não há um interesse real na “eficiência”, que melhoraria os serviços públicos e aumentaria a arrecadação.

FONTE/CRÉDITOS: APUB Sindicato
Comentários:
+colunistas

Publicado por:

+colunistas

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Veja também

SINTAJ Bahia
SINTAJ Bahia