por: Texto Colaborativo
Uma Ação Civil Pública do Ministério Público da Bahia, de iniciativa da Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa e do Patrimônio Público, investiga possíveis violações legais após a Embasa aprovar, por meio do Conselho de Administração (CONSAD), por solicitação do ex-presidente da estatal, Leonardo Góes, uma manobra que beneficiaria membros de altos cargos na empresa.
Segundo a denúncia do MPBA, publicada no site “Noticiário Baiano”, a direção da empresa autorizou, em dezembro de 2024, um reenquadramento salarial que elevava ex-diretores e diretores da companhia ao topo da tabela salarial da estatal, garantindo benefícios financeiros considerados ilegais pelo órgão ministerial.
Nesse contexto, o que chama atenção é que, enquanto o conjunto da categoria esbarra em grandes obstáculos no que se refere a um maior reconhecimento dos trabalhadores, principalmente de nível médio dentro do plano de cargos e salários (PCSC), denúncias como essa escancaram a hipocrisia de um jogo voltado a minorias privilegiadas, com o silêncio conivente dos conselheiros.
Versão da Embasa: embora admita a alteração da norma, a Embasa nega que tenha ocorrido qualquer mudança que beneficiasse quem quer que seja.
Leonardo Góes: o ex-presidente da Embasa, Leonardo Góes, em resposta à matéria, afirmou que a iniciativa foi aprovada pelo Conselho de Administração da empresa e que não teve o intuito de beneficiá-lo. Contudo, ao apresentar suas justificativas, Góes trouxe uma informação equivocada: a de que a reunião do CONSAD que aprovou a alteração da norma contou com a participação do Sindae por meio de seu representante.
O Sindae não participa de reuniões no CONSAD e não tem representante no conselho.

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