Nesta segunda-feira (27) a direção do Sindicato, representada pelo companheiro Luiz Geovane Andrade, Diretor de Políticas e Relações Sindicais, esteve reunida com membros da comissão de negociação da Campanha Salarial 2026 na BRK Foz do Jaguaribe para tratar sobre o Acordo Coletivo 2026-2028. Na oportunidade, foi firmado que as cláusulas econômicas serão negociadas somente após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referente ao mês de abril, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que deve ocorrer na primeira semana do mês de maio/26.
Entre os itens da pauta de reivindicações, a direção do Sindicato cobrou sobre a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, um assunto em evidência no país e que representa um ganho na qualidade de vida do (a) trabalhador (a). Não houve intenção na adesão do pleito por parte da empresa e sinalizou aguardar o desfecho do projeto pelo fim da escala 6x1 que tramita no Congresso Nacional.
Mesmo com as malas prontas para encerramento do contrato com a Embasa, o Auxílio Creche destinado aos pais ainda é um tabu para a direção da BRK. Reflexo de uma política de gestão de pessoas enferrujada pela ação do tempo e ainda não compreendeu que a criação dos filhos e filhas é uma tarefa compartilhada com os homens e não apenas das mães trabalhadoras. O beneficio na empresa permanece recusado para o trabalhador que exerce a função de pai.
Diante da finalização do contrato com a Embasa a empresa está agilizando a constituição da Comissão que irá negociar o Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR 2026) com previsão de pagamento integral para 2027. A primeira reunião da comissão será no próximo 7 de maio.
Com objetivo de estimular a permanência dos (as) trabalhadores (as) na empresa, a comissão apresentou a proposta de conceder três Auxílios Alimentação para o (a) trabalhador (a) que permanecer até setembro/2026, condicionado a finalização do contrato com a Embasa.
Não houve avanços na discussão sobre a manutenção do plano de saúde para os (as) trabalhadores (as) e seus dependentes pelo prazo de dois anos após o fim do vinculo com a empresa. O Sindicato irá retomar o diálogo sobre esse ponto na próxima rodada de negociação. Da mesma forma ocorreu com a proposta do pagamento de uma remuneração por ano de contrato de trabalho na empresa. Uma alternativa para este caso apontada pelo Sindicato é estabelecer um teto a ser negociado.
Com objetivo da garantia do emprego pós-término de contrato, a direção do Sindicato sugeriu que empresa disponibilizasse um formulário para possíveis adesões de intenção do (a) trabalhador (a) ser realocados em outras unidades da BRK a partir de critérios de prioridade na ocupação das vagas que surgirem. A empresa ficou de avaliar a proposta.
A próxima reunião de negociação está agendada para 15 de maio, será numa sexta-feira. Até lá, já com os indicadores de inflação divulgados, espera-se que a direção da BRK apresente uma proposta global para as cláusulas econômicas.

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