NOTA À IMPRENSA, À CATEGORIA E À SOCIEDADE
O SINDICATO DOS PROFESSORES NO ESTADO DA BAHIA – SINPRO-BA realizou nesta quarta-feira, 17 de junho, mais uma importante Assembleia Geral Extraordinária (AGE) relativa à Data-Base 2026 da Educação Básica.
Rica e densa, tal como a AGE do dia 9 de junho, mais de mil Professores/as participaram e contribuíram com os debates e discussões sobre os temas que ora afligem a categoria.
A AGE deste dia 17, soberanamente, deliberou o que segue:
- Não aprovação da deliberação de Greve por tempo indeterminado;
2. Aprovação da manutenção do Estado/Indicativo de Greve;
3. Aprovação nova paralisação das atividades para realização de Assembleia para o dia 16 de julho, que deliberará sobre deflagração de Greve por tempo indeterminado. Registre-se que a não aprovação da greve na AGE de hoje se deu como um voto de confiança dos/as Professores/as ao patronal, na esperança de que as questões relativas ao sobretrabalho sejam efetivamente debatidas e que avancem para a definição, em Convenção Coletiva de Trabalho, de instrumentos que limitem, disciplinem e estabeleçam pagamento pelas horas trabalhadas sem remuneração, de forma inaceitavelmente gratuita. Importante, didaticamente, dizer a todos que Professoras e Professores estão exaustos, adoecidos, desmotivados, muitos desistindo da profissão – que, também, não consegue atrair os jovens, dada a desvalorização – trabalhando muitas vezes em escala 7 por 0, sem noites, finais de semana, feriados, sem direito a descanso, sacrificando vida afetiva e familiar, saúde física e mental. Isto se dá em virtude da excessiva burocracia implantada nas escolas, do aumento exponencial das atividades requisitadas aos docentes (planos de aula diferentes, avaliações e atividades regulares e adaptadas, projetos, utilização e preenchimento de plataformas digitais e ambientes virtuais de aprendizagem etc). Nada, absolutamente nada deste trabalho é remunerado, pois todo ele é feito no tempo que deveria ser de descanso dos professores, totalmente fora da carga horária contratada, já que os professores recebem exclusivamente pelas aulas efetivamente ministradas aos estudantes dentro das escolas. O SINPRO-BA segue à disposição do patronal para negociar as melhorias necessárias a uma categoria que grita por socorro, mas que não foge da luta.
Sinpro Bahia
Alysson Mustafá
Presidente

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