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Sabado, 08 de Agosto de 2026

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Quem trabalha por conta própria pode se aposentar com um bom valor?

Mas existe um detalhe importante que muita gente desconhece.

Quem trabalha por conta própria pode se aposentar com um bom valor?
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Muitos brasileiros trabalham por conta própria durante toda a vida. São vendedores, motoristas, cabeleireiros, diaristas, ambulantes, profissionais autônomos, prestadores de serviço e pequenos empresários que movimentam a economia diariamente sem carteira assinada.

Mas existe uma dúvida muito comum entre esses trabalhadores: afinal, quem trabalha por conta própria consegue se aposentar com um bom valor pelo INSS?

A resposta é sim. Mas isso depende diretamente da forma como as contribuições previdenciárias são feitas ao longo da vida profissional.

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O grande problema é que muitos autônomos só passam a se preocupar com aposentadoria perto da idade de pedir o benefício. E, quando isso acontece, descobrem anos sem contribuição, pagamentos em atraso ou recolhimentos feitos de maneira incorreta.

Hoje, quem trabalha por conta própria normalmente contribui ao INSS como contribuinte individual ou como Microempreendedor Individual (MEI).

No caso do MEI, a contribuição é simplificada e corresponde a 5% do salário mínimo por meio do DAS mensal. Esse pagamento garante acesso a benefícios previdenciários como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte para dependentes.

A contribuição simplificada do MEI normalmente gera aposentadoria limitada ao salário mínimo. Isso porque a alíquota reduzida não inclui automaticamente a aposentadoria por tempo de contribuição.

Em 2026, por exemplo, a contribuição mensal do MEI comum corresponde a R$ 81,05, valor calculado sobre o salário mínimo atual de R$ 1.621. Já o MEI caminhoneiro possui contribuição diferenciada, com alíquota de 12%.

Isso não significa que o trabalhador autônomo será obrigado a receber apenas um salário mínimo no futuro.

Quem deseja uma aposentadoria maior pode realizar contribuições complementares ou contribuir como contribuinte individual sobre valores mais elevados, respeitando os limites do INSS.

E é justamente aí que entra a importância do planejamento previdenciário.

Muitos profissionais passam anos pagando o valor mínimo sem entender o impacto disso no cálculo da aposentadoria. Após a Reforma da Previdência, o benefício passou a considerar a média de todas as contribuições desde julho de 1994, o que aumentou ainda mais a importância de manter contribuições regulares e estratégicas.

Outro erro muito comum é acreditar que apenas possuir MEI ativo garante proteção previdenciária.

Na prática, o direito aos benefícios depende do pagamento regular das contribuições. Muitos trabalhadores abrem CNPJ, deixam de pagar o DAS por meses e só descobrem o problema quando precisam de auxílio-doença ou aposentadoria.

Em discussões recentes na internet, muitos microempreendedores relatam justamente essa falta de informação sobre os direitos previdenciários garantidos pelo DAS e os impactos das contribuições irregulares.

Além da aposentadoria, a contribuição ao INSS também garante proteção em situações de incapacidade temporária, invalidez, salário-maternidade e segurança financeira para os dependentes em caso de pensão por morte.

Outro ponto importante é que o trabalhador autônomo pode somar períodos diferentes de contribuição ao longo da vida.

Tempo como empregado CLT, MEI, contribuinte individual e até atividade rural podem ser utilizados em conjunto, dependendo do caso.

As regras previdenciárias atuais possuem diversas modalidades de aposentadoria e regras de transição. Em 2026, por exemplo, continuam valendo mudanças progressivas envolvendo idade mínima e sistema de pontos para quem já contribuía antes da Reforma da Previdência.

A verdade é que quem trabalha por conta própria pode, sim, conquistar uma aposentadoria melhor. Mas isso dificilmente acontece por acaso.

Contribuir corretamente, acompanhar o CNIS, evitar períodos sem pagamento e entender qual estratégia faz sentido para cada realidade profissional são atitudes que fazem diferença no valor do benefício lá na frente.

Porque, no fim das contas, o INSS não analisa apenas quanto tempo a pessoa trabalhou. Ele observa, principalmente, como essa contribuição foi construída ao longo da vida.

 

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FONTE/CRÉDITOS: Por Eddie Parish
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