Beirando o caos na qualidade da prestação do serviço, a operadora do Plano de Saúde da Embasa, Promédica, numa das suas credenciadas dispõe de uma modalidade inusitada: “pré-pago”.
Os (as) trabalhadores (as) denunciam que numa determinada clínica na região, exclusivamente para serviços de urgência e emergência, é feita uma verificação de “saldo prévio” para garantia do atendimento, algo similar aos serviços que precisam de “recarga”. O valor apontado pelos (as) usuários do plano é de que existe uma autorização prévia, da operadora ou do próprio estabelecimento, de R$ 10 mil no mês. Caso esse valor seja alcançado até o término do mês, a clínica deixa de atender qualquer beneficiário da operadora do plano de saúde.
A imposição de limites de acesso na rede credenciada é considerada como abusiva e fere a própria lei do Plano de Saúde (Lei 9.656/98). O Plano de Saúde é previsto em Acordo Coletivo de Trabalho e considerado como beneficio de relação de consumo e em situações de não atendimento o (a) trabalhador (a) deve recorrer ao órgão de proteção do consumidor e instância de regulação, como a Agência Nacional de Saúde (ANS).
A direção do sindicato reforça a orientação de que o (a) trabalhador (a) mantenha comportamento de vigilância diante de situações como essa para que a gestão do contrato tenha interesse mútuo. A direção da empresa precisa melhorar os mecanismos de fiscalização do contrato para evitar com que o (a) trabalhador (a) seja pego de surpresa por não saber se já utilizaram o serviço antes dele e esbarrar numa limitação de atendimento, algo ilegal e nada sensível quando se trata de saúde.
O número elevado de críticas por escassez de rede credenciada em Paulo Afonso tem como alternativa seguir para outros estados, como Alagoas e Sergipe, vizinhos à cidade e muito mais próximo que deslocar para Salvador, ou na rede pública no município em busca de atendimento.
Para quem mora no interior do estado a dificuldade é muito maior. No Parque da Bolandeira, módulo 57 (GPEV), na capital, a empresa disponibilizou infraestrutura de atendimento para especialidades de endocrinologista, clínica médica, nutrição e acupuntura. A novidade estará disponível a partir do próximo dia 16 e já recebe criticas por aqueles que estão mais distantes do serviço.
O Sindicato vem mantendo reuniões regulares com a direção da Embasa e a poucos dias de completar 90 dias de funcionamento sobram reclamações diante do serviço que era prestado pela operadora anterior, UNIMED. Em um grupo de whatsapp sobre o tema “Plano de Saúde”, com mais de mil trabalhadores (as), as insatisfações quanto ao extenso tempo para marcação de exames e consultas, atendimento parcial na rede credenciada e demora no atendimento por telefone, são algumas das queixas.

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