Os (as) trabalhadores (as) da Embasa continuam enfrentando um péssimo atendimento quando o assunto é Plano de Saúde. A fila interminável para marcar uma consulta por telefone já era para a operadora ter buscado uma solução que pudesse diminuir as queixas. Quando o beneficiário consegue atendimento, a demora passa a ser o dia que será agendada a consulta, gerando mais insatisfações quando o prazo é longo.
Logo mais ao completar três meses de operação (90 dias), o contrato firmado entre Embasa e a Promédica evidencia um cenário de incertezas e preocupações para quem precisa de atendimento e atenção com a saúde. É necessário apurar com mais profudidade as falhas que surgem na progressão do contrato afim de evitar que algo grave aconteça no momento de utilização emergencial do serviço.
No interior do estado a rede de atendimento ainda é deficitária. Em Candeias, região metropolitana de Salvador, a situação é desesperadora. Trabalhadores apelam por atendimento em: emergência, urgência, atendimento ambulatorial e exames. O mesmo ocorre nas localidades como, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Madre de Deus, Saubara e Santo Amaro.
Denúncias apontam que na capital o Hospital Santa Izabel, embora conste na lista da rede credenciada, o beneficiário teve atendimento recusado na especialidade ortopédica.
Diante dos problemas apurados resta saber quando a operadora do plano de saúde irá prestar de fato um serviço decente aos trabalhadores (as) da Embasa e seus dependentes. Trata-se de um contrato na ordem de R$ 354 milhões para atender pouco mais de 12.900 vidas. É desafiador quando o (a) trabalhador (a) precisa dispor de uma reserva financeira de emergência para realização de exames e procedimentos almejando reembolso breve, o que não acontece com rapidez.
A direção da Embasa precisa dar o direcionamento administrativo necessário para que esse período de “adaptação”, da operadora, não traga mais tantos problemas elevando constantemente o nível de insatisfação por parte dos (as) trabalhadores (as) que complementam a fatura do plano com os custos de coparticipação, quando aplicados conforme a regra prevista em contrato.
Nesta quinta-feira (5) às 14h haverá o encontro regular, “Ponto de Controle” com a direção do Sindicato e a direção de Gestão Corporativa da Embasa e demais representantes dos setores envolvidos na gestão do contrato do Plano de Saúde. O objetivo é monitorar as tentativas para fins de melhoria na qualidade do serviço e tirar possíveis dúvidas acumuladas das últimas semanas..
É importante que o (a) trabalhador (a) continue registrando as ocorrências de não atendimento e/ou qualquer outro tipo de situação nos canais de comunicação fornecido pela empresa.
Para os trabalhadores (as) aposentados, a situação é ainda mais difícil. A luta é pela diminuição do valor na fatura mensal. Muitos companheiros (as) precisaram sair do plano por não conseguir mais arcar com as despesas do plano.

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