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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026

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Para conter a revolta, governo de Buenos Aires aumenta salário policial em 29%

A corporação ainda não respondeu se mantém os protestos, que geram tensão há dias

Para conter a revolta, governo de Buenos Aires aumenta salário policial em 29%
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Na manhã da quinta-feira (10), o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof (Frente de Todos) anunciou o valor do aumento salarial da polícia bonaerense para AR$ 44 mil (cerca de R$ 3 mil). O aumento foi anunciado junto a uma série de outras medidas de melhoras para a corporação da província, que, há dois dias, se manifestam em frente à casa presidencial e na casa do próprio governador exigindo ajustes salariais.

O aumento das horas extras, chamadas Core, serão triplicadas, de AR$ 40 a AR$ 120. O valor para a compra dos uniformes policiais também foi atualizado para AR$ 5 mil. Além disso, nomeou o instituto universitário Juan Vucetich, que, segundo Kicillof, "permitirá avançar na hierarquização das forças".

O governador voltou a criticar a gestão anterior, encabeçada por Maria Eugenia Vidal (PRO), na província de Buenos Aires, e reforçou que os protestos, como os vistos nos últimos dias, de policiais armados na porta de sua própria casa, "não podem voltar a acontecer dessa maneira".

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Ainda não há uma resposta oficial dos policiais. Algumas entrevistas individuais manifestaram que o anúncio está aquém do exigido. A corporação demandava um aumento de 40% e a possibilidade de "não ter que viver das horas extras".

Na noite de ontem, o presidente Alberto Fernández anunciou a coparticipação entre a Cidade Autônoma de Buenos Aires e a província de Buenos Aires, que consiste em dirigir uma parte dos fundos da capital à província. A capital é governada por Horacio Rodríguez Larreta (PRO), do partido direitista do ex-presidente Mauricio Macri, e a proposta não agradou à oposição.

FONTE/CRÉDITOS: CUT
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