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Domingo, 31 de Maio de 2026

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Não deixem vender a Eletrobras

Brasil pode ter apagões e contas de luz mais caras

Não deixem vender a Eletrobras
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Com alertas sobre os riscos de apagões, contas de luz mais caras e ataque à soberania nacional, a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) lançam nesta quinta-feira (18),às 19h, a Campanha Salve a Energia. Participarão do evento de lançamento, que será virtual por causa da pandemia do novo coronavírus, especialistas da área, parlamentares, e representantes de movimentos populares e de entidades sindicais.

O objetivo da campanha é informar a população sobre a importância da manutenção da Eletrobras estatal, o que garante  a soberania energética do Brasil, trabalhadores qualificados para garantir o fornecimento de energia sem apagões e contas de luz com valores que não visam o lucro.

Nesta quinta serão apresentadas as novas logomarcas da campanha e novas redes sociais pensadas para dar mais visibilidade a essa luta que não é só dos trabalhadores da Eletrobras, mas também de todos que defendem uma empresa fundamental para o futuro do nosso país.  

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Acesse o evento pelas redes sociais da campanha dia e fortaleça essa luta!

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Por que defender a Eletrobras como empresa estatal

Ao assumir o governo, Jair Bolsonaro (ex-PSL) prometeu privatizar as estatais para atender as exigências do mercado. A Eletrobras, que desde os tempos do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), está na mira dos privatistas, entrou na lista das empresas que podem ser vendidas por Bolsonaro.

E o mercado pressiona, de olho na estatal, uma empresa altamente rentável, com grandes investimentos já realizados, em especial nas usinas hidrelétricas, como Tucuruí e Paulo Afonso, dentre outras espalhadas pelo país, e com grande capacidade de geração.

Eles querem botar as mãos na Eletrobras, empresa responsável por 30% energia produzida e 50% da transmissão, contando com empresas do porte de Furnas, CHESF, Eletronorte , Eletronuclear e Eletrosul e CEPEL, que possuem um papel estratégico para o crescimento econômico e social nas regiões onde atuam.  

Nesta terça-feira (16), a direção da Eletrobras anunciou ao mercado que a empresa estava oficialmente aderindo ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), e com isso ao Plano Nacional de Desestatização.  Uma forma de se antecipar ao debate que precisa ser feito no Congresso e no Senado sobre a Medida Provisória 1031/2021, que trata da capitalização/privatização do Sistema Eletrobras.  E que ainda pode ser revertido politicamente.

Trabalhadores da Eletrobras destacam o papel estratégico da empresa  

É preciso alertar a sociedade sobre o que está acontecendo, diz Nailor Gato, vice-presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e coordenador do Coletivo Nacional dos Eletricitários.

“Se este governo pensasse como Estado entenderia que a Eletrobras, com baixo endividamento e forte fluxo de caixa, está pronta para investir em obras estruturantes aumentando a capacidade brasileira de geração e transmissão de energia de qualidade e gerando empregos para recuperar a nossa economia desta crise sem precedentes.”

Prejuízo para a sociedade com a volta dos apagões

As recentes privatizações de distribuidoras de energia elétrica no Brasil tiveram sempre dois efeitos colaterais preponderantes: tarifaço ( aumento na conta de energia) e apagão. As populações dos estados de Goiás, Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Piauí e Alagoas penaram com o descaso na prestação de serviço privatizado. Ainda sobre apagões, como não se lembrar do recente episódio sombrio no Amapá. Quando uma transmissora de energia privada deixou a maior parte do estado sem luz por 20 dias.

Portanto, é dever dos trabalhadores alertar a população: se privatizar, a conta vai aumentar!

Privatização gera riscos ao meio ambiente

A privatização da Eletrobras é ainda um risco iminente para o meio ambiente. A Eletrobras tem 47 barragens hídricas, algumas delas sexagenárias e por responsabilidade de Estado e expertise em engenharia segurança de barragens, nunca tivemos sequer a ameaça de episódios degradantes como nas privatizadas barragens de rejeito de Brumadinho e Mariana (MG).

FONTE/CRÉDITOS: Portal CUT
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