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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2026

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Deyvid Bacelar convoca mobilização nacional pelo fim da escala 6×1 em 30 de agosto

Sindicalista afirma que pressão nas ruas será decisiva para avançar proposta que reduz a jornada semanal sem corte de salários

Deyvid Bacelar convoca mobilização nacional pelo fim da escala 6×1 em 30 de agosto
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Deyvid Bacelar, sindicalista licenciado e candidato a deputado federal pelo PT, convocou trabalhadores de todo o país a participarem, em 30 de agosto, de uma mobilização nacional pelo fim da escala 6×1. Os atos estão previstos para ocorrer em diversas cidades e buscam aumentar a pressão pela aprovação da proposta que reduz a jornada semanal de trabalho sem diminuição dos salários.

A convocação foi divulgada pelo próprio Bacelar, que integrou, durante o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) e o Conselho de Participação Social (CPS). Segundo o sindicalista, a mobilização nas ruas será fundamental para garantir o avanço da pauta no Congresso Nacional.

“Mas não podemos baixar a guarda, por isso estamos trabalhando diariamente para mobilizar a classe trabalhadora. Vamos derrotar o lobby de Paulo Skaf, de ACM Neto e dos grandes empresários”, afirmou Bacelar.

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A mobilização ocorre em um momento de avanço da discussão no Senado. Na terça-feira (18), o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, assinou despacho que destravou a tramitação da PEC que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A proposta poderá agora passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, caso seja aprovada, seguir para análise do plenário.

Pressão para acelerar a tramitação

Bacelar avalia que existe espaço político para que a discussão sobre o fim da escala 6×1 avance antes das eleições gerais de outubro. Para ele, porém, a tramitação parlamentar precisa ser acompanhada de pressão organizada dos trabalhadores.

“Por isso, no dia 30 de agosto, é hora de fazer a PEC andar”, afirmou.

De acordo com Bacelar, as centrais sindicais também devem buscar audiências com senadores, entre eles o presidente da CCJ, Otto Alencar, além dos líderes das bancadas no Senado. O sindicalista sustenta, contudo, que a mobilização popular será determinante para o andamento da proposta.

“Mas é nas ruas que vamos decidir. Nada vem de graça, cada conquista é fruto de luta, organização e presença nas ruas. Seguimos firmes, ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, construindo um Brasil mais justo”, declarou.

A defesa da redução da jornada tornou-se uma das principais bandeiras de Bacelar. Durante a Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, ele defendeu publicamente o fim do modelo de seis dias trabalhados para um de descanso.

“Brasília está ocupada! Estamos nas ruas pelo fim da escala 6×1, porque ninguém merece viver apenas para trabalhar”, disse na ocasião.

Embate com entidades empresariais

A discussão enfrenta resistência de setores empresariais. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou “preocupação com a forma como o debate vem sendo conduzido”, enquanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima impacto de R$ 178,8 bilhões nos custos decorrentes da mudança.

Bacelar tem contestado publicamente esses argumentos. No início do ano, chegou a desafiar ACM Neto e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a cumprirem uma jornada de seis dias por semana dirigindo um ônibus municipal em Salvador e descansando apenas um dia.

“Aqui não estamos falando de ideologia, estamos falando de dignidade, de saúde e de equilíbrio entre trabalho e vida”, afirmou o sindicalista ao rebater as críticas à proposta.

Segundo as informações apresentadas por Bacelar, pesquisas apontam que 70% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem perda salarial. Ele também cita discussões realizadas em audiências públicas sobre os possíveis efeitos de uma jornada menor na saúde dos trabalhadores, especialmente na redução do estresse, do esgotamento profissional e dos acidentes de trabalho.

Jornada e outras pautas trabalhistas

Bacelar relaciona a campanha pelo fim da escala 6×1 a outras reivindicações defendidas por movimentos sindicais, entre elas a tarifa zero no transporte público e medidas relacionadas ao setor de petróleo e combustíveis.

O sindicalista defende a recompra da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, e a reestatização da BR Distribuidora, da Liquigás e de refinarias privatizadas durante o governo de Jair Bolsonaro.

“Isso é fundamental não somente para baratear combustíveis, mas para promover o desenvolvimento socioeconômico do país”, afirmou.

Para Bacelar, a redução da jornada deve ser tratada sobretudo como uma questão ligada às condições de vida de quem trabalha. A convocação para 30 de agosto busca transformar esse argumento em pressão política sobre o Congresso.

“O avanço dessa pauta é essencial para garantir mais dignidade, tempo de descanso e qualidade de vida para quem sustenta o Brasil com o seu suor”, destacou.

 

FONTE/CRÉDITOS: brasil247
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