De forma vergonhosa e inadmissível, a BRK Jaguaribe abriu a segunda rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2021-2023, realizada nesta terça-feira (10/08), propondo arrocho salarial para os (as) trabalhadores (as). A empresa propôs o vexatório percentual de 4% para o reajuste salarial retroativo à data base de 1º de maio, que também seria aplicado às cláusulas de natureza econômica.
Esse percentual fica muito abaixo do INPC apurado no período de maio de 2020 a abril de 2021, que foi de 7,59%. Ou seja, a empresa quer impor uma perda salarial de 3,59% para os (as) empregados (as), logo num período em que a classe trabalhadora sofre muito com a elevação dos preços dos alimentos, da energia elétrica, dos combustíveis, entre outros, devido à política desastrosa do governo Bolsonaro e do seu ministro da economia, o banqueiro Paulo Guedes.
O sindicato protestou e rechaçou de pronto essa proposta desrespeitosa para com a categoria, uma vez que a empresa não tem nenhum argumento plausível para justificar tal absurdo. Ao contrário, a BRK Jaguaribe goza de uma situação financeira mais que excelente, exibindo uma taxa de lucro acima do padrão de mercado, sustentada num estável contrato de parceria público-privada junto à Embasa com risco praticamente zero.
Além de rejeitar a proposta da empresa, o sindicato reafirmou os itens da pauta de reivindicações, tanto de reajustes nos salários quanto dos benefícios. Também defendeu a inclusão de cláusulas novas no acordo, como o Auxílio Educação e o Prêmio de Férias, bem como ajustes em algumas existentes, como a redução da participação dos empregados no ticket alimentação. Ao final, ficou definida uma nova rodada de negociação para o dia 24/08, às 15:00h. Vamos à luta!

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