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Um dia após o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinar o fim da greve dos Correios, a maioria dos sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) decretou o fim da greve e encerrou a paralisação iniciada há 35 dias.
Segundo a federação, os sindicatos que ainda estão em assembleia, como o do Paraná e o da Bahia, devem seguir a orientação da Fentect para retomada das atividades.
Em nota, a entidade afirma que a decisão do TST – que aprovou um reajuste de 2,6% para os trabalhadores – não contempla a categoria e que irá recorrer.
"Vamos acreditar na luta sempre e observar o que tem de remédio jurídico para a gente. Perdemos essa batalha, mas muitas ainda virão. Há muitos desafios pela frente, como não deixar a empresa ser vendida", disse José Rivaldo da Silva, secretário-geral da Fentect.
Também nesta terça-feira, os Correios afirmaram, em nota, que a maior parte dos funcionários que havia aderido à greve retornou ao trabalho, o que corresponde a 92,7% dos trabalhadores da estatal.
Para a Findect, ligada à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “nessa conjuntura desfavorável aos trabalhadores, a luta foi heroica, mas não pôde manter todas as posições anteriormente conquistadas”.
A Findect disse ainda que “não houve derrota, mas um avanço do inimigo” e acusou o TST de mudar sua jurisprudência, que, segundo a entidade, “historicamente mantinha cláusulas com conquistas históricas que constassem em acordos por 10 anos consecutivos ou mais”.
Na mesma linha, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), diz que a decisão do TST representa a retirada de cerca de 42% da remuneração dos trabalhadores.
Em nota aos sindicalizados, a Federação parabenizou a “bravura” dos trabalhadores, mas lamentou as perdas.
“Repudiamos o papel do TST, que a serviço deste governo, atacou mais uma vez, brutalmente, os nossos direitos, retirando tudo que conquistamos ao longo de mais de 35 anos de luta”, escreveu a Fentect, em nota. “O governo sente-se fortalecido com a decisão TST, que rasgou toda a sua jurisprudência só para atender a seus interesses e ao governo Bolsonaro, que virá com tudo para privatizar a empresa.”
