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Sexta-feira, 28 de Agosto 2026
Brasil

Sindae realiza primeira reunião de negociação do acordo coletivo 2020/2022 com a Embasa

Sindicato deixou claro que entende como patamar mínimo de negociação o acordo atual

Sindae realiza primeira reunião de negociação do acordo coletivo 2020/2022 com a Embasa
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A primeira reunião virtual de negociação do acordo coletivo de trabalho 2020/2022 com a Embasa ocorreu na manhã da terça-feira (15/09).

Na reunião, que contou com a presença do advogado Dagoberto Pamponet, negociador profissional contratado pela Embasa, o sindicato deixou claro que entende como patamar mínimo de negociação o acordo atual, de modo que lutará pela manutenção das conquistas históricas e não aceitará retrocessos, bem como irá buscar a reposição integral do poder de compra dos salários dos (as) trabalhadores (as) e também dos benefícios.

O sindicato defendeu ainda que a negociação deste ano, por conta de ser atípico em virtude da pandemia do Covid-19, deve ser mais objetiva, focando nos pontos principais e fechando um novo acordo com validade para dois anos.

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Os representantes do Sindae também chamaram atenção para alguns pontos importantes da pauta de reivindicações aprovada pela categoria, sobre os quais há grande expectativa, como a isenção de coparticipação no plano de saúde para filhos com deficiência e para trabalhadores acometidos por doenças crônicas, situações que necessitam de tratamento contínuo, bem como para aqueles (as) tratamentos decorrentes de acidente de trabalho ou doenças ocupacionais. O sindicato também cobrou a inclusão no novo acordo coletivo, em caráter definitivo, da previsão do turno ininterrupto de revezamento de 12 horas e da modalidade do trabalho remoto (home office), pois já são praticados pela empresa por força de aditivos ao atual acordo assinados com o sindicato e por serem cláusulas vantajosas tanto para a empresa quanto para os (as) trabalhadores (as), uma vez que proporcionam economia de recursos financeiros e melhoram a condição de trabalho ao reduzir ou eliminar os deslocamentos casa-trabalho.

Por outro lado, os representantes da empresa disseram que pretendem rediscutir pontos do acordo, alegando especialmente o cenário provocado pela alteração do marco legal do setor de saneamento no congresso nacional e a proposta do governador Rui Costa de abertura de capital da Embasa, ao que eles chamaram de "Nova Embasa".

O sindicato rejeitou imediatamente esses argumentos, primeiro porque nada garante que a empresa vai conseguir abrir o capital nos próximos dois anos e o Sindae irá lutar intensamente contra isso. Em segundo lugar, porque a lei aprovada no congresso está sendo questionada por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada no STF pelos partidos PT/PCdoB/PSB/PSOL, o que levará o setor de saneamento a um cenário de grande indefinição, não havendo qualquer justificativa plausível para alterações no acordo coletivo nessa conjuntura, salvo se o Governo da Bahia resolver aderir completamente ao modelo neoliberal do atual governo federal ou de estados como Minas Gerais, São Paulo e Paraná e entregar as ações da sua empresa de saneamento para o mercado financeiro.

Como encaminhamento da reunião, ficou definido que, na segunda rodada de negociação, marcada para o dia 24 de setembro, serão elencadas e avaliadas as cláusulas idênticas ou similares entre a pauta de reivindicações e o atual acordo, as quais podem ser consensuadas e fechadas na mesa. Já a terceira rodada ficou agendada para o dia 1 de outubro, quando devem ser discutidas as cláusulas econômicas e debatidas as propostas de mudanças. Para continuidade e finalização das negociações, ficaram marcadas mais duas rodadas, nos dias 15 e 22 de outubro.

Apesar da maior parte da reunião ter transcorrido de forma tranquila, o clima esquentou muito no final, quando o sindicato cobrou uma resposta para o ofício enviado à diretoria da empresa, solicitando a permanência das trabalhadoras grávidas e lactantes em regime de home office. O sindicato deixou claro que considera um desrespeito com os (as) empregados (as) a postura da diretoria da empresa, denunciou que há vários locais em que os gerentes não cumprem nem o protocolo que ela mesma emitiu, com condições de trabalho inadequadas e propícias para proliferação do Covid-19. O sindicato reafirmou que a responsabilidade por qualquer morte de trabalhador da Embasa e/ou de seus familiares a partir dessa retomada precipitada, imprudente e atabalhoada, poderá ser imputada à diretoria da empresa. Apesar das cobranças, o diretor de gestão corporativa da Embasa, Gervásio Prazeres, não se comprometeu em resolver os problemas, se resumindo a dizer que a empresa iria cumprir a formalidade de responder ao ofício do sindicato. É importante lembrar que o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou inquérito para apurar essa situação da retomada precipitada das atividades presenciais na empresa em meio à pandemia.

FONTE/CRÉDITOS: Sindae Bahia
Blog do Trabalhador

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