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Segunda-feira, 11 de Maio de 2026

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Marcha das Mulheres Negras teve a presença do Sindicato e amplia debate racial no país

O inicio da marcha foi no Museu Nacional da República com destino à Esplanada dos Ministérios

Marcha das Mulheres Negras teve a presença do Sindicato e amplia debate racial no país
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A segunda edição da Marcha Nacional das Mulheres Negras, realizada em Brasília onde a última ocorreu há 10 anos, contou com a presença, pelo Sindae, das dirigentes, Nadilene Nascimento, Joélia de Sousa e Raquel Lisboa, que juntas caminharam com as mais de quinhentas mil companheiras vindas da Bahia e outras localidades do país. A palavra de ordem foi por justiça social e reparação histórica ao povo negro, em especial as mulheres negras.

O inicio da marcha foi no Museu Nacional da República com destino à Esplanada dos Ministérios. Com muita música, bandeiras, faixas, cartazes, as companheiras reivindicavam pelo Bem Viver.

Mesmo após os 19 anos da Lei Maria da Penha (11.340/2006), não faltaram cartazes das trabalhadoras do campo, da cidade, das águas e das florestas, pedindo pelo fim da violência doméstica e do feminicídio. Na Bahia, destaque para os números que apontam aumento dos casos para violência de gênero. Só neste ano, até 5 de agosto,  foram solicitadas 396 medidas protetivas de urgência apenas em Salvador.

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A organização da Marcha é mais um movimento de luta, resistência e acolhimento. Para Benedita da Silva, deputada federal (PT/RJ), referência na organização do movimento negro, ressaltou ao longo da caminhada que é preciso garantir o direito à vida e salário justo às mulheres negras e indígenas no país.

Para a companheira Nadilene Nascimento, Secretaria-Adjunta de Combate ao Racismo da CUT, uma articulação realizada entre mais de trezentas companheiras na elaboração do Manifesto Econômico para a Marcha das Mulheres Negras 2025, serviu como um verdadeiro manual na construção de uma sociedade mais justa e menos desigual.

Uma visita foi realizada no Instituto de Referência Negra Peregum, que atua no fortalecimento da população negra e periférica com foco em Educação, Justiça Racial e Segurança, contou com a presença de Macaé Evaristo, Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania.

O Brasil acumula uma série de desigualdades sociais, entre elas, afirmamos que a desigualdade racial é resquício dos anos de escravidão vividos pelos ancestrais. Sem ignorar o passado, atos como esse realizado em Brasília, eleva a causa por reparação e justiça social.

O Comitê Nacional da Marcha organizou uma sessão solene na Câmara dos Deputados, local por sinal com baixíssima representação do povo negro, das mulheres, dos indígenas e quilombolas, teve o espaço tomado pela presença das mulheres que participavam da Marcha. A unidade das companheiras fortaleceu a luta e ampliou o diálogo sobre a pauta.

Um encontro no Supremo Tribunal Federal (STF), com o ministro Edson Fachin, as mulheres trataram sobre os graves problemas relacionados à segurança pública com ênfase para o último episódio ocorrido no Rio de Janeiro, a chacina na Penha.

No decorrer da semana, logo após a Marcha, o STF formou maioria, num total de 8 votos, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 973, “Vidas Negras”, que questiona se o Estado brasileiro se omitiu frente às violações dos direitos da população negra. O avanço no tema é resultado da pressão feita por anos através das entidades do movimento negro e do encontro da organização da Marcha com o ministro Fachin.

Sobre o julgamento da ADPF, o voto da ministra Carmem Lúcia, cita versos do cantor Emicida ao referir-se à música “Ismália”: “Até para sonhar tem entrave. A felicidade do branco é plena, a felicidade do preto é quase”, destacou Lúcia.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, de Mulheres, Márcia Lopes, dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, também participaram da Marcha.

Um grande show com as atrações, Célia Sampaio & Núbia, Ebony, Larissa Luz, Luana Hansen e Prethais, fizeram o encerramento das atividades no Museu Nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Sindae
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