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Domingo, 31 de Maio de 2026

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Machismo, Violência E Jornada Tripla

Assuntos Abordados Na Live 8M Promovida Pelo SINDJUFE-BA

Machismo, Violência E Jornada Tripla
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O impacto da pandemia na vida das mulheres foi o tema da atividade 8M, promovida pelo SINDJUFE-BA, em homenagem ao Dia Internacional de Luta das Mulheres, nessa segunda-feira, 8, às 19h30. O bate-papo virtual foi transmitido via canal do Sindicato  no Youtube (TVSindjufeba).

A live teve a participação de Keila Fernanda, Trabalhadora dos Correios e Milena Oliveira, Professora. A mediação ficou por conta de Fernanda Rosa, Coordenadora do SINDJUFE-BA. 

O tema da live objetivou dar visibilidade ao grande impacto que estão sofrendo, por conta da pandemia da Covid-19. Além de manter o ritmo das tarefas da vida privada com as dinâmicas de trabalho e cuidado com os filhos, as mulheres tiveram sua rotina profundamente alterada, chegando, na maioria das vezes, a fazer jornada tripla. 

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“A gente tá vivendo um contexto de pandemia, desde o final de 2019, e nesse momento estamos no agravamento da situação. Com as crises política, econômica e sanitária, os trabalhadores e as  trabalhadoras foram os mais atingidos e seguem assim. As trabalhadoras ainda mais porque, além de serem a maioria das chefias dentro das casas brasileiras, são também responsáveis pelos filhos, pelos lares, pelas atividades domésticas e isso sobrecarrega”, afirmou a convidada, Keila Fernanda. 

O bate-papo também incentivou o debate e a formação política para  o combate ao machismo na categoria e na sociedade e pontuou a incansável luta diária das mulheres contra esse tipo de violência.

“As mulheres são as principais vítimas do machismo, somos vitimas de milhares de maneiras diferentes. Onde a gente estiver, em qualquer espaço que a gente ocupe, ainda que sejamos expert em nossas áreas, que dominemos os temas, ainda assim a gente precisa está provando o nosso valor, provando que realmente a gente conhece e sendo testadas o tempo todo. Tudo isso é muito desgastante e toda essa situação gera conflitos psíquicos para as mulheres, de forma consciente ou não. E essa violência não está restrita ao ambiente doméstico, ela também acontece no trabalho, no transporte público, ou seja, em todos os locais que a mulher esteja, o machismo alcança”, continuou Keila.

Os números de violência doméstica e feminicídios, que cresceram vertiginosamente, desde 2020, o início da pandemia do novo coronavírus, também permearam o debate.  As mulheres foram as mais penalizadas pelo governo genocida de Bolsonaro e Mourão, que escancarou, ainda mais, o abismo da desigualdade de gênero com a falta de incentivo de políticas públicas, que visem a combater todos os tipos de violências sofridas pelas mulheres.

“A gente percebe, agora na pandemia ainda mais, o aprofundamento do abismo das desigualdades entre homens e mulheres. Quando a gente traz a questão do agravamento das violências, a gente percebe que temos um governo genocida que não tem medidas eficazes pensando nessas mulheres negras, periféricas, empregadas domésticas, mulheres que são violentadas e também nas mulheres que assumem a linha de frente das demandas dos lares, de seus trabalhos, nos hospitais”, pontuou Milena Oliveira.

“Precisamos nos unir mais, avançar mais e organizar esses movimentos e essa consciência coletiva anti-opressora, para combater toda e qualquer opressão”, completou Milena.

O SINDJUFE-BA entende que a data 8 de março é um convite à reflexão sobre a valorização da mulher e igualdade de gênero na sociedade e ao repúdio contra todas as formas de violências sofridas pelas mulheres.

“É importante que nós, enquanto mulheres, sejamos rede de apoio e que os homens se tornem nossos aliados nesse contexto, sobretudo onde as vulnerabilidades se escancararam, se aprofundaram, onde o governo Bolsonaro se omite e age de forma criminosa frente às necessidades das mulheres trabalhadoras”, finalizou Keila.

FONTE/CRÉDITOS: Imprensa SINDJUFE-BA
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