A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) vai buscar o Congresso e representantes do governo para tentar reverter o corte previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional.
“Vamos nos mobilizar, sim, vamos tentar lançar luz sobre o assunto com o próprio governo, com representantes do Ministério da Justiça e do Ministério da Economia, para que revejam o corte e vamos, também, buscar nossos interlocutores no Congresso”, afirmou o diretor parlamentares da Fenapef, Marcos Avelino.
Embora este seja o maior corte para uma área específica, não é a primeira vez que a segurança pública e a Polícia Federal têm cortes orçamentários, o que torna a situação mais crítica, visto que a redução já se dá em valores que estão defasados.
Para Avelino, a redução terá reflexos diretos na segurança pública, visto que o tráfico de drogas é fonte de recursos para obtenção de armas, para o incremento da atividade ilícita que gera violência, mas será prejudicial, principalmente, para a mulher e homem de polícia.
“Esses cortes vão impactar nos serviços desempenhados pelos policiais federais, afetando custeio, como combustíveis e manutenção, e na realização de operações e deslocamento de agentes. Hoje o agente tem, em muitos casos, que antecipar os custos de uma viagem quando precisa se deslocar porque as diárias só são pagas depois que ele já viajou. Ele precisa retirar do seu rendimento, que já está extremamente defasado, haja vista as nossas tentativas frustradas de reestruturação de carreira, visando o fortalecimento e prestígio dos policiais federais e a segurança para o exercício de sua atividade profissional. Vamos, sim, reagir e buscar recompor o orçamento”.

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