A direção da Embasa tem que parar de sentar com alto escalão da operadora de plano de saúde, Promédica, e começar a resolver de forma concreta os problemas recorrentes. A fiscalização do contrato é um dos caminhos para minimizar o sofrimento daqueles que precisam de atendimento e por vezes é negado o direito à saúde na hora quando mais precisa do serviço.
Os (as) trabalhadores (as), beneficiários do plano, em todo o estado estão agonizando os problemas constantes diante da atual operadora e da forma que já se passaram os 90 dias de adaptação, os sinais de melhoras são tímidos e tem deixado os (as) titulares do beneficio revoltados.
Em reunião entre o presidente da Embasa, Gildeone Almeida e integrantes da direção do plano de saúde, divulgado na intranet da empresa, percebe-se a boa vontade na busca para resolver os problemas, ainda ontem (16), um trabalhador (as) precisou de atendimento no Materdei, Salvador, após ficha preenchida, teve seu atendimento negado e posteriormente sendo informado que estava suspenso o cadastro da operadora na rede. É dessa forma que muitos convivem diariamente quando o assunto é saúde.
Segundo a própria nota citada, haverá um calendário de visitas nas localidades e esse não é o caminho objetivo para diminuir as reclamações.
É de conhecimento amplo que muitas clínicas não querem mais fazer convênio com a operadora por questões administrativas e de baixo relacionamento comercial, por inadimplência. A direção da Embasa precisa intervir neste ponto ao garantir que os mais de R$ 350 milhões firmados por dois anos com a operadora sirvam para negociação do saldo de possíveis dívidas, referente ao contrato anterior, que estão bloqueando novos credenciamentos e contribuindo para um atendimento precário. Há poucas semanas o Sindicato denunciou existir uma nova modalidade praticada, a de “pré-pago”, quando uma clínica reportou ter comprometido o saldo da autorização prévia para atendimento numa das localidades atendida pelo plano.
Em tempo que a direção do Sindicato dá as boas vindas ao novo diretor da Diretoria de Gestão Corporativa, João Pinto, e deseja sucesso ao diretor anterior da pasta, Jazon Ferreira, destaca que ele terá um grande abacaxi para resolver num curto espaço de tempo junto ao setor de Saúde e Medicina do Trabalho (GPEV), quem cuida com o contrato com a operadora. Ele só não vai poder falar que está em período de experiência e o trabalhador precisar amargar mais 90 dias de adaptação para que alguém tome alguma atitude diante dos graves problemas. Parafraseando o futebol, o técnico precisa na sua chegada buscar o quanto antes o resultado desejado pela torcida do seu clube e mostrar para que veio. E se o elenco dos jogadores demandar ajustes, que busque alternativas.
Os antigos problemas, falta de rede credenciada, em diversas localidades, procedimentos limitados nas clínicas, demora no reembolso, entre outras ocorrências negativas que vem gerando frustração na categoria.
A direção do Sindicato continuará cobrando por parte da Embasa prioridade na solução dos problemas e cumprimento na fiscalização do contrato.

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