Em coletiva de imprensa realizada no Palace Hotel nesta sexta-feira (15/08), no centro de Itabuna, que teve como objetivo apresentar dados sobre o saneamento da cidade e lançar uma revista cujo título é: "Benefícios da expansão do saneamento em Itabuna", o presidente da EMASA, Ivan Maia, em entrevista ao jornalista e radialista Oziel Aragão, da OZITV, sugeriu que o grande problema da empresa é que a tarifa de água e esgoto é muito baixa.
Perguntou Oziel ao presidente da EMASA: “Você falou que a EMASA hoje não é autossustentável? E qual o caminho?”.
Respondeu Maia: “A EMASA hoje não é autossustentável porque passou por um processo histórico de problema de tarifa. A gente sabe que a tarifa da EMASA não serve para cobrir realmente seus custos. Os caminhos que a gente está aventando ainda estão em estudo. Não é possível prever, por enquanto, a alternativa mais viável, mas se sabe que, de fato, a opção do município é dar solução para a universalização dos serviços”.
Na mesma coletiva de imprensa, na qual o Sindae esteve presente, representantes do sindicato fizeram questão de ressaltar que não existe fórmula mágica: ou há recursos públicos para recuperar o atraso histórico em investimentos em infraestrutura de saneamento, ou esses supostos investimentos terão que ser calculados e transferidos para a conta da população, o que seria insuportável, considerando o perfil de baixa renda do município.
Outro questionamento importante levantado foi o fato de que o município contraiu um empréstimo de R$ 200 milhões, mas não aplicou esses recursos em saneamento, o que evidencia a falta de prioridade do governo para o setor no que se refere a investimentos próprios. Ressalte-se que tanto a barragem do Rio Colônia quanto o programa Mais Água, que elevaram a capacidade de captação e distribuição de água de Itabuna, foram eminentemente investimentos do Governo do Estado da Bahia.
Na ocasião, também estiveram presentes o presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Manoel Porfírio, e outros vereadores, como Baba Cearense e Sinvaldo Reis. Porfírio foi enfático ao afirmar que o debate sobre o futuro da EMASA não pode ocorrer sem um diálogo amplo e profundo com a população, o que inclui necessariamente a Casa Legislativa.
MISSÃO DE DESTRUIÇÃO DA EMPRESA PÚBLICA
O Sindae tem denunciado que a atual gestão da EMASA, que teve início no segundo mandato do prefeito Augusto Castro (PSD), veio especialmente com a missão de destruir a empresa municipal e preparar o processo de concessão/privatização, ou seja, a entrega da prestação dos serviços por 35 anos à iniciativa privada. Para isso, a missão é sucatear a estatal, enchendo a empresa de cargos de indicação política, enquanto trabalham para entregá-la aos interesses de setores privados sem compromisso social e sedentos por dinheiro.
Essas pessoas, de forma desonesta e com o intuito de confundir a população, têm propagado inverdades por todos os cantos da cidade, seja na Câmara de Vereadores, seja em programas de rádio locais. O objetivo é convencer a população de que a EMASA não tem viabilidade, ao mesmo tempo em que iniciam aumentos tarifários e já preparam o espírito da população para os novos reajustes que virão, caso a empresa seja concedida à privatização.
Ainda na coletiva, o vereador Sinvaldo Reis questionou quem arcaria com os custos da folha de pagamento dos funcionários da empresa municipal caso a EMASA fosse privatizada, uma vez que, com a eventual concessão à iniciativa privada, a empresa perderia sua arrecadação. Essa questão, como era de se esperar, ficou sem resposta. Outra indagação, que não foi levantada no momento, mas que certamente surgirá caso esse processo avance, diz respeito aos cerca de R$ 200 milhões em dívidas da empresa municipal, que seriam absorvidas pela Prefeitura de Itabuna.
O Sindae defende o fortalecimento da empresa municipal em parceria com os governos estadual e federal, além da ampliação da tarifa social e da implementação de isenções da tarifa de água e esgoto para a população de baixa renda.
Vamos à luta!

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