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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025

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Categoria petroleira continua mobilizada contra privatização do Polo Bahia Terra

Se a Petrobrás existe hoje, tudo começou aqui na Bahia. É reparação histórica”, definiu Elizabete Sacramento

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Em protesto à declaração da presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, admitindo a possibilidade da privatização do Polo Bahia Terra, petroleiros e petroleiras seguem mobilizados nesta quinta-feira (10), realizando ação setorial no edifício Torre Pituba, em Salvador, sede da companhia no estado. Também houve um ato pela manhã com trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás Biodiesel (PBIO), que atrasaram o início de suas atividades.

A diretoria do Sindipetro Bahia defendeu a importância de manter o Polo Bahia Terra sob controle da estatal, sem privatização ou terceirização. “Em todos os outros exemplos que vimos isso acontecer, houve diminuição dos salários dos benefícios sociais, além da precarização das condições de trabalho, causando mais acidentes e adoecimentos entre os trabalhadores e trabalhadoras”, destacou Luciomar Machado, diretor do sindicato e vice-presidente da CUT-BA.

Outro diretor do Sindipetro-BA, Franklin Carlos, apontou o risco direto para quem trabalha no Torre Pituba, unidade administrativa onde ele também está lotado. “Não faz sentido para a Petrobrás manter um prédio como esse e todo o setor administrativo, se não houver produção no estado”, afirmou. “Se esses 28 campos de produção saírem do controle da empresa, certamente o mesmo vai acontecer com o Torre Pituba”, alertou.

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A PBIO e demais subsidiárias também estão na mira

Apesar de não terem sido diretamente citadas pela presidente da Petrobrás, a venda do Polo Bahia Terra aumentaria o risco de privatização para todas as subsidiárias da empresa no estado. É como analisa a diretora do Sindipetro-BA e trabalhadora da PBIO, Simone Santos, lembrando de outros ativos privatizados e da ameaça do processo de venda do Polo Bahia, cancelado em 2023. “Já passamos por esse processo. Começou pelo Polo Bahia, depois teve o desmonte da Fafen e a privatização da RLAM”, conta. “Se todas as unidades da holding fecharem, imagina o risco para as subsidiárias?”, questiona a diretora, destacando a importância da unidade petroleira independente de sua empresa ou unidade de lotação. “Vamos lutar todo mundo junto”, finaliza.

Ato em Taquipe deu o pontapé para a luta contra a privatização

O primeiro ato ocorreu nesta quarta-feira (9), na unidade de Taquipe, em São Sebastião do Passé. Cerca de 600 trabalhadores e trabalhadoras enviaram um recado firme para a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard: “a Bahia não está à venda”, gritaram em uníssono ao fim da ação que atrasou o início das atividades nesta unidade.

Diretores do Sindipetro-BA e o deputado estadual petroleiro Radiovaldo Costa (PT) estavam presentes no ato, além de representantes do Siticcan e do Sindiquímica. O Sindipetro-BA e a FUP já solicitaram também reuniões com a presidência da Petrobrás, com o ministro de Minas e Energia e com o governador da Bahia, para colocar na mesa o posicionamento da categoria petroleira: privatizar faz mal ao Brasil e à Bahia.

Em protesto à possibilidade de privatização do Polo Bahia Terra, conjunto de 28 campos de produção de petróleo da Petrobrás no estado, petroleiros e petroleiras realizaram um grande ato nesta quarta-feira (9), na unidade de Taquipe, em São Sebastião do Passé. A ação é só o início de uma luta que vai até o fim para evitar a venda de mais um ativo da estatal, como ficou nítido no recado firme enviado para a presidente da companhia, Magda Chambriard: “a Bahia não está à venda”, gritaram em uníssono os cerca de 600 trabalhadores e trabalhadoras presentes na manifestação.

A categoria petroleira entrou em estado de alerta no último sábado (5), quando a presidente da Petrobrás admitiu a possibilidade de uma privatização do Polo Bahia Terra, ou a terceirização de suas operações. A decisão, segundo Magda, será tomada a partir da análise do que for melhor para os acionistas da empresa. Ao discursar no ato desta quarta (9), a coordenadora geral do Sindipetro Bahia, Elizabete Sacramento, questionou a declaração da presidente:

“O acionista majoritário da Petrobrás é o Estado brasileiro, então a empresa precisa estar a serviço do povo brasileiro, não pode visar apenas a maximização dos lucros. O lucro da Petrobrás precisa dar retorno ao povo, a quem de fato pertence essa riqueza, e não apenas aumentar a fortuna dos acionistas da companhia”, rebateu Elizabete, reivindicando um posicionamento do Governo Federal. “Precisa se posicionar em defesa da sociedade baiana, que foi fundamental na construção da indústria petroleira. Se a Petrobrás existe hoje, tudo começou aqui na Bahia. É reparação histórica”, definiu.

O deputado estadual petroleiro, Radiovaldo Costa (PT), lembrou do recente anúncio de investimentos da Petrobrás na Bahia, um volume de R$ 16 bilhões em cinco anos para dobrar a produção de petróleo no estado. “Não tem sentido Magda vir com essa fala agora. Mas não mediremos esforços para lutar contra a privatização, não vamos aceitar isso, pois essa empresa é fundamental para a população”, garantiu, relembrando de outros ativos já privatizados pela estatal, onde aconteceu encolhimento de salários, mais acidentes e aumento de preços para consumidores.

 

FONTE/CRÉDITOS: Imprensa Sindipetro Bahia
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