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QUINTA-FEIRA, 03 DE SETEMBRO DE 2026
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Candidatos bolsonaristas, ACM Neto e Roma atacam desonestamente a Embasa e defendem abertamente a privatização

A Embasa hoje está entre as cinco maiores empresas do Brasil no setor

Candidatos bolsonaristas, ACM Neto e Roma atacam desonestamente a Embasa e defendem abertamente a privatização
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Sem entender nada de saneamento básico, muito menos compreender a importância da Embasa pública para universalização dos diretos ao acesso à água e ao saneamento, mas apenas visando a destruição de patrimônio público e a sua entrega à cobiça privada em prejuízo da população baiana através da privatização, os candidatos Bolsonaristas ACM Neto e João Roma têm combinado os ataques à companhia estadual que é a principal executora do programa Água Para Todos. 

De acordo com reportagem do site Política Livre da terça-feira (02/08), João Roma (PL), ao ser questionado por entrevistadores de uma rádio no município de Senhor do Bonfim sobre a prestação de serviços da Embasa, teria afirmado que a empresa está “loteada” e colocada a serviço de grupos de poder e criticou o seu desempenho, sugerindo que Embasa teria que buscar parceria e seguir o modelo das empresas públicas federais, que estão sendo privatizadas pelo governo Bolsonaro e distribuindo dividendos escandalosos e absurdos aos acionistas. Por outro lado, a população tem sofrido com grandes altas na tarifa de energia elétrica e nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. 
    
Outro bolsonarista que tem atacado a Embasa por pura desonestidade e malícia é o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. Segundo matéria do mesmo site Política Livre, publicada no começo deste ano (17/01), o então pré-candidato a governador afirmou, em entrevista à emissora de rádio Alternativa FM, de Brumado, que a Embasa se tornou uma das empresas mais ineficientes do país e que não teria hoje uma política de investimentos. Disse ainda que a companhia estadual estaria aparelhada pelo PT (Partido dos Trabalhadores). 

Contudo, o Neto de ACM se esqueceu de mencionar que foi justamente após a saída do poder do grupo político comandado pelo seu avô que a Embasa finalmente passou a ser gerida de forma mais técnica e com menor ingerência política, priorizando os (as) funcionários (as) de carreira em cargos de chefia e gestão e passou a investir de maneira muito mais robusta. Ao contrário do que diz o Neto do velho ACM, todos os cargos de gerência na Embasa, desde 2007, são ocupados por funcionários de carreira da empresa e não por apadrinhados políticos como na época do seu avô. A Embasa hoje está entre as cinco maiores empresas do Brasil no setor e foi uma das empresas que comprovaram capacidade econômica e financeira de fazer os investimentos para universalização do saneamento no estado até 2033, conforme meta estabelecida em lei.

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Por outro lado, nas gestões carlistas que viviam de promessas, do único investimento relevante, que teve muito mais propaganda do que benefício, o Bahia Azul, mais de 90% do seu financiamento foi pago pelas administrações posteriores. Além disso, no último dia útil do governo, o então governador Paulo Souto deixou assinado o maldito contrato da PPP Jaguaribe da Boca do Rio, que deu um prejuízo quase bilionário ao povo baiano. Essa PPP, de tão ruim, teve seus valores reduzidos em 25% e ainda assim, é o contrato de pior custo benefício em que se tem notícia na administração pública brasileira. 

Ao citar o exemplo do Rio de Janeiro como exemplo de sucesso, o Neto de ACM demonstra claramente a sua intenção de privatizar a Embasa. No Rio, a companhia estadual foi fatiada e vendida aos pedaços a grupos estrangeiros, entregando ao controle da nossa água a empresários que só querem faturar em cima da necessidade do povo.

Com o impeachment sem crime da presidenta Dilma Rousseff e, posteriormente, com a eleição de Bolsonaro, apoiado pelo próprio ACM Neto, o governo federal parou de investir em saneamento básico e ainda criou dificuldades inimagináveis às companhias de saneamento estaduais para o acesso a financiamentos em bancos públicos, num processo político de sabotagem para forçar a privatização.

Ao se comportarem assim, tanto ACM Neto quanto João Roma, ao mostrarem total desprezo para com a verdade dos fatos, confessam total desconhecimento do funcionamento da Embasa e, sobretudo, ofende a todos (as) seus (suas) trabalhadores (as).

Em 2007 foi criado o programa Água Para Todos (PAT) e nesse período muita coisa foi feita. Foram investidos mais de R$ 9 bilhões em água e esgotamento sanitário. Os números são bastante expressivos e podem ser acessados no site da Embasa (link aqui).

FONTE/CRÉDITOS: Sindae Bahia
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