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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), lançou mão de todos os recursos disponíveis para aprovar o texto principal da Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios (PEC). Fiel ao seu estilo, buscou votos até o último momento e costurou manobras regimentais criticadas pela oposição.
Para conseguir os votos necessários - foram 312 a favor da PEC, quatro a mais do que o necessário -, Lira alterou resolução que ele mesmo havia assinado sobre o retorno presencial aos trabalhos. Também recorreu a expediente inédito, considerado antirregimental, para alterar a proposta.
Já em plenário, a postura do presidente da Câmara suscitou várias questões de ordem, prontamente rejeitadas.
Para alterar o texto e dar preferência aos recursos destinados à educação, Lira e aliados usaram estratégia considerada fraudulenta pela oposição. Em plenário, lançaram mão de instrumento que serve para acolher diferentes demandas: a emenda aglutinativa.
