Blog do Trabalhador - Notícia no tempo certo

Domingo, 31 de Maio de 2026

Notícias/Brasil

Urgente é vacina e orçamento

Diz PROIFES-Federação sobre PL que proíbe suspensão das aulas durante a pandemia

Urgente é vacina e orçamento
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Mesmo com o agravamento da pandemia, a Câmara dos Deputados aprovou esta semana, em regime de urgência, o Projeto de Lei 5.595/20, que reconhece a educação básica e a educação superior, em regime presencial, como atividades essenciais, e proíbe a suspensão das aulas.


O PROIFES-Federação está mobilizado contra a tramitação do PL porque entende que não houve debate com o setor de educação e o texto não é claro sobre os critérios para a abertura das salas de aula. “Defendemos a educação como atividade essencial. É óbvio que ninguém é contra isso, mas o texto usa deste argumento para reabrir escolas e universidades sem se preocupar com a segurança dos professores, alunos, técnicos e demais profissionais”, aponta o presidente PROIFES-Federação, Nilton Brandão.


O principal ponto de polêmica é que o texto proíbe a suspensão das aulas presenciais na educação básica e superior mesmo durante a pandemia: “salvo em situações excepcionais cujas restrições sejam fundamentadas em critérios técnicos e científicos devidamente comprovamos”. Na opinião de Brandão, “o que garante que as recomendações sanitárias estejam garantidas neste momento?”. Desde o início da pandemia, aponta, “diversos setores, incluindo o governo federal, têm minimizado a gravidade da doença, inclusive incentivando aglomerações, negando a utilização de máscaras, e recomendando tratamento sem nenhuma comprovação científica, como o uso da cloroquina. Hoje somos o epicentro da pandemia. Qual a garantia que as comunidades acadêmicas e escolares têm para voltar às aulas presenciais em segurança no pico da pandemia?”.

Publicidade

Leia Também:


Por isso mesmo, a federação defende que os professores  e demais profissionais que trabalham nas unidades educacionais devem ter preferência na vacinação. “Até agora, junto com medidas de diminuição do contato, a vacina é a única maneira de controlar a curva de mortes no país”, reflete a diretora de Comunicação do PROFES, Gilka Pimental. Gilka é professora da educação básica no Núcleo de Educação da Infância (NEI), vinculado à UFRN. “Ninguém dúvida que lugar de criança é na escola. Mas a escola tem que estar segura para receber as crianças e elas voltarem para casa sem contaminação. Precisamos começar pela vacina e aí, sim, debater com a comunidade escolar, e a acadêmica também, os passos para a volta. Pesquisas já apontam que caso as aulas não tivessem sido suspensas, os professores teriam um risco de contágio de 70%, índice de contágio superior ao dos profissionais de saúde que, mesmo na linha de frente, têm equipamentos adequados para atender aos pacientes e, corretamente, são o grupo prioritário na vacinação”.


O PROIFES também entende que o projeto fere a autonomia federativa de estados e municípios no que se refere à educação básica. E que cabe aos comitês científicos locais a definição de orientar prefeituras e estados sobre abertura ou fechamento de escolas. Brandão também coloca que a urgência do projeto é um erro que vai custar mais vidas. “Urgente é vacina”, diz. “Se agora se deram conta que a educação é uma atividade essencial, que derrubem o teto de gastos, ampliem o orçamento da educação e garantam segurança para os profissionais da área”.
Projetos em regime de urgência têm prioridade no trâmite legislativo e, por isso, o PL 5.595/20 pode ser votado a qualquer momento.

FONTE/CRÉDITOS: PROIFES-Federação
Comentários:
+colunistas

Publicado por:

+colunistas

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Veja também

SINTAJ Bahia
SINTAJ Bahia