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Mesmo com baixa quantidade de empregados (as) totalmente imunizados, sejam com as duas doses da vacina contra o Covid-19 ou com a vacina de aplicação única, ou mesmo com o alerta do presidente da OMS de que o mundo já vive o início de uma terceira onda, a diretoria da Embasa resolveu aderir à postura negacionista do Governo da Bahia e do Governo Federal e convocou os (as) empregados (as) que estavam em trabalho remoto para retornarem ao trabalho presencial.
Denúncias têm chegado à direção do sindicato de que a empresa tem negligenciado a saúde e segurança dos seus empregados. Há na Embasa do CAB (Centro Administrativo da Bahia), por exemplo, problemas de infiltração, mofo e a empresa não pode garantir que esses trabalhadores (as) não serão contaminados, pois é impossível manter o devido distanciamento social nessa volta ao trabalho presencial, sendo que o vírus a cada dia fica mais agressivo.
Retirar empregados (as) do trabalho remoto e colocar em trabalho presencial neste momento é uma atitude irresponsável, pois irá provocar grande aglomeração nas unidades de trabalho, misturando quem tomou as duas doses da vacina com quem tomou apenas uma dose e também com quem ainda não foi imunizado, criando o ambiente propício para uma contaminação em massa. Há situações de pessoas que mesmo com a sua imunização completa não podem se expor ao vírus, em decorrência de comorbidades, pois são considerados “grupos de risco”.
Uma vez contaminado no local de trabalho, o (a) empregado (a) ainda poderá levar o vírus para sua família e vice versa, considerando ainda que a exposição no transporte público, o momento da refeição, as salas apertadas nas unidades da empresa e a ausência de máscaras adequadas (N95 ou PFF2) são condições propícias para a contaminação pelo Covid-19.
Além disso, neste momento, mesmo antes do retorno de toda a força de trabalho ao regime presencial, já é visível a aglomeração de gente em filas na hora de bater o ponto. Também, na sede da Embasa, no CAB, muitas janelas são travadas e não abrem, de modo que as salas não possuem ventilação natural, tornando-se ambientes propícios para contaminação.
