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A assembleia, que foi realizada na porta da sede do SAAE, contou com adesão total dos (das) trabalhadores (as) que se manifestaram indignados (as) e decepcionados (as) pela postura da atual administração municipal de, ao invés de construir diálogo, soluções e focar em melhorar a qualidade de vida do povo, parece que elegeu como prioridade atacar os (as) servidores (as) do SAAE.
PRIVATIZAÇÃO
Recentemente a prefeitura municipal de Valença lançou um chamamento público - PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), que é uma preliminar para um futuro lançamento de edital de licitação para a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário local, selecionando e autorizando a empresa ARAP NISHI & UYEDA ADVOGADOS a realizar os estudos. Contudo, trata-se de um projeto nefasto em que os (as) maiores prejudicados (as) serão as pessoas mais pobres de Valença, que terão que arcar com tarifas de água e esgoto absurdas, sem a segurança de que eventuais obras de melhorias serão efetivamente realizadas em suas comunidades. Isso porque, quase sempre, processos de privatização revelam grandes escândalos de corrupção e de propinas.
Para travar essa batalha, o Sindae já contratou um escritório especializado em direito administrativo e legislação de saneamento, um dos maiores do país, para contestar a legalidade dessa iniciativa de privatização do SAAE, por outro lado, o sindicato também vai fazer o debate diretamente com a população de Valença para esclarecer a sobre os riscos de tornar a água um ativo de mercado.
Ficou definida uma nova assembleia extraordinária no próximo dia 30 de março na porta da sede do SAAE, e no dia seguinte, 31 de março, será realizada uma manifestação na porta da prefeitura caso a negociação não avance.
