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A vítima foi Neilton Souza Santos, 32 anos, funcionário do Consórcio FPX Lander, empresa terceirizada que presta serviços para a Embasa. Ele começou na FPX havia 30 dias e se encontrava em uma obra de manutenção de rede no bairro de Itinga em Lauro de Freitas. O detalhe é que a obra, segundo relatos de pessoas que estavam no local, contava com o material de escoramento que, utilizado corretamente, evitaria a fatalidade, mas que não foi utilizado.
O que se sucedeu foi que uma tubulação se rompeu e a terra deslizou, soterrando Neilton, esse jovem trabalhador, que é mais uma vítima do que a precarização do trabalho terceirizado tem feito na Embasa.
E essa não é a primeira vez que ocorrem acidentes fatais com prestadores de serviços da Embasa por falta dos escoramentos, equipamentos que garantem a segurança nos serviços de escavações por onde passam tubulações de água ou esgoto. A ausência da utilização dessas estruturas, que são feitas de madeira ou metal para que trabalhadores não sejam soterrados em caso de desmoronamento das valas, é a principal razão para fatalidade em acidentes do trabalho na Embasa.
Em 2018 um trabalhador de uma empresa terceirizada morreu em Jequié quando realizava serviços na rede de esgotamento sanitário no bairro Joaquim Romão. O acidente foi provocado pelo quebramento de uma adutora durante a escavação de uma vala.
Em nota, a Embasa lamentou o ocorrido e disse que abrirá uma investigação interna para apuração de responsabilidades. O MPT (Ministério Público do Trabalho) e Polícia Civil também investigam.
