Segundo matéria do jornal A Tarde desta quarta-feira (6), o governo do estado estaria "alinhado às premissas e metas do novo marco regulatório do saneamento, e já elabora estudos para buscar uma Parceria Público-Privada (PPP) na prestação de serviços de água e esgoto na Região Metropolitana de Feira de Santana e municípios de seu entorno".
Em outubro do ano passado, em fala à imprensa na inauguração do reservatório da Embasa em Brotas, Rui Costa defendeu a ampliação do número de Parcerias Público-Privadas: “Hoje nós temos uma PPP na Embasa, que é a do emissário submarino, então, nós estamos avaliando outra PPP na região de Feira de Santana e de Salvador”.
Citado por Rui, o emissário da boca do Rio, segundo relatório interno da própria Embasa, custaria metade do valor caso fosse realizado com financiamento direto pela própria empresa, que, aliás, é quem efetivamente dá as garantias do financiamento junto aos bancos. É bom lembrar que recentemente foi empossado pela Embasa como diretor financeiro Cláudio Britto Villas Boas, ex-presidente da BRK Jaguaribe, empresa que opera o emissário e que pertence ao fundo de investimentos canadense Brookfield. Em decorrência desse claro conflito de interesse, o Sindae tem uma denúncia no Ministério Público Estadual.

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