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Sábado, 29 de Agosto 2026
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Petroleiros realizam ação de venda de gás de cozinha e de gasolina a preço justo nesta segunda (1)

As ações fazem parte de uma série de atividades que estão sendo desenvolvidas, em nível nacional, pela categoria petroleira

Petroleiros realizam ação de venda de gás de cozinha e de gasolina a preço justo nesta segunda (1)
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Hoje (1/02), diretores do Sindipetro Bahia vão realizar duas ações em apoio à greve dos caminhoneiros anunciada para essa data. As ações fazem parte de uma série de atividades que estão sendo desenvolvidas, em nível nacional, pela categoria petroleira com o propósito de denunciar a politica de preços adotada pela atual gestão da Petrobras e que tem levado aos aumentos abusivos dos preços dos combustíveis e gás de cozinha.

Em Salvador, as atividades acontecem no período da manhã: às 8h30 será realizada a ação da “Venda de Gás a Preço Justo”, quando serão vendidos 200 botijões de gás de cozinha de 13 kilos a famílias carentes, em um bairro popular de Salvador, pelo valor de R$ 40,00.

Às 11h30, a ação acontece em um posto de combustível. Assim como o gás de cozinha, parte do preço do litro da gasolina também vai ser subsidiado pelo Sindipetro. O consumidor poderá pagar aproximadamente R$ 3,00 pelo litro desse combustível. O Sindipetro vai subsidiar o restante do valor até o limite de 20 litros por veículo e de 10 litros por moto. Serão distribuídos 100 tickets de 36 reais para os 100 primeiros veículos que abastecerem e 100 tickets de 18 reais para as 100 primeiras motos. A ação da entidade sindical proporcionará o desconto de R$ 1,80 por cada litro de gasolina, com a disponibilização de 1000 litros desse combustível.

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“Consideramos que o valor de cerca de R$ 3,00 é um preço justo que a Petrobras poderia estar praticando para a sociedade se não tivesse feito a opção de internacionalizar os preços dos derivados de petróleo, favorecendo apenas os investidores e o mercado, em detrimento do povo brasileiro”, afirma o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

As ações vão mostrar que é possível vender o gás de cozinha e a gasolina a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Há pelo menos quatro anos (desde o governo Temer), os petroleiros através das suas entidades representativas como a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Sindipetro Bahia, alertam para os prejuízos que a política de preços da gestão da estatal vem causando à população brasileira e da necessidade de mudança dessa política.

Caso seja concretizada a venda de oito das 13 refinarias da Petrobrás – entre elas a Refinaria Landulpho Alves, localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia – a situação tende a piorar.

Estudo da PUC Rio, que analisou os efeitos da privatização de seis das oito refinarias colocadas à venda pela direção da Petrobras: Refap (RS), Repar (PR), Regap (MG), RLAM (BA), RNEST (PE) e Reman (AM), apontou que a venda dessas refinarias vai abrir espaço e incentivar a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade.

De acordo com os pesquisadores, a Rlam é uma das refinarias da estatal que tem potencial mais elevado para formação de monopólios regionais, o que pode aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento, o que deixará o consumidor inseguro e refém de uma empresa privada.

Pautas em comum

O Sindipetro Bahia apoia a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda (1/02), por entender que uma vitória do movimento paredista dessa categoria, que reivindica, entre outras coisas, a redução dos preços dos derivados de petróleo, pode beneficiar toda a população brasileira.

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

Para o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista “ao produzir o combustível em real e vender em dólar, o governo Bolsonaro vem impondo severos sacrifícios à população em geral e a alguns segmentos que fazem parte de categorias específicas como os caminhoneiros que ao anunciar a greve reivindicam também o aumento da tabela do frete mínimo e direito a aposentadoria especial”.

FONTE/CRÉDITOS: Sindipetro Bahia
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