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Domingo, 31 de Maio de 2026

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O cão de guarda de Bolsonaro na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), arregou e retirou a PEC 32 da pauta

A votação da PEC da reforma administrativa foi transferida para a próxima terça-feira, dia 21

O cão de guarda de Bolsonaro na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), arregou e retirou a PEC 32 da pauta
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O governo Bolsonaro queria votar hoje a proposta de emenda à Constituição (PEC) 32 na Comissão Especial, mas a mobilização realizada durante toda semana por servidores públicos de todo o país, impediu que isso acontecesse.

O cão de guarda de Bolsonaro na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), arregou e retirou a PEC 32 da pauta. “Não podemos errar no placar", disse o deputado. A votação da PEC da reforma administrativa foi transferida para a próxima terça-feira, dia 21.

“A mobilização foi importante para a obtenção dessa vitória, que é parcial, mas é muito importante. Nossa principal tarefa agora é seguir com a pressão contra os deputados, realizar atos nos Estados, avançar o diálogo com a sociedade sobre o real significado dessa proposta reacionária de reforma administrativa, que caso seja aprovada, significará o fim dos serviços públicos”, pontua Jailson Lage, dirigente do SINDJUFE-BA, que está em Brasília, junto com a delegação formada por dirigentes do Sindicato e filiados de base.

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A delegação do SINDJUFE-BA é formada por Jailson Lage e Lúcia Martins, dirigentes do Sindicato, e pelos filiados de base: Antônio Walker (JF), Denise Carneiro (JF), Grace Bulcão (TRE), Juvenal Júnior (TRE), Marcos Pinto (TRT) e Romeu Cordeiro (TRT).

Aumentar a pressão 
Os parlamentares ficaram surpresos com a força da mobilização dos servidores públicos em Brasília, nos Estados e na internet. A recepção nos aeroportos, os atos de ruas, a pressão nas redes sociais foram fundamentais. Por isso, o desafio é avançar a mobilização.

“O recuo do governo está relacionada avaliação de que eles não têm a garantia da aprovação da PEC 32, que precisa de, no mínimo, 308 votos favoráveis no Plenário, em votação em dois turnos. Por esse motivo, é fundamental a continuidade da luta, das mobilizações e da pressão sobre os deputados. Não podemos recuar, é hora de avançar. É possível a derrota da reforma administrativa, a mobilização que realizamos esta semana demonstra isso”, avalia Paulo Barela, serviço do IBGE e membro da secretaria executiva nacional da CSP-Conlutas.

O SINDJUFE-BA seguirá apostando todas as fichas na mobilização direta. “Com luta e unidade do conjunto dos trabalhadores podemos derrotar Bolsonaro e seus reformas neoliberais”, finaliza Jailson Lage. 

FONTE/CRÉDITOS: SINDJUFE-BA
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