“A medida adotada por Trump de impor tarifas adicionais a países que forneçam petróleo a Cuba tem por objetivo o colapso da economia da ilha e traz o risco deliberado de uma grave crise humanitária, afetando duramente a vida dos cubanos que ficarão privados de serviços básicos e essenciais como saúde, alimentação, educação, transportes. A possibilidade de falta de energia é um golpe de crueldade e covardia sobre o país caribenho”.
A declaração é do coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, referindo-se a ameaça de novas retaliações a países da América Latina anunciada pelo governo norte-americano na última sexta-feira, 30. Cuba depende principalmente do México e da Venezuela para o fornecimento de petróleo.
Em 2025, o México tornou-se o maior fornecedor de petróleo para a ilha, exportando em média 12,3 mil barris por dia. Mas as ameaças do governo dos Estados Unidos de sanções a países exportadores de óleo para o mercado cubano deverão afetar essa relação.
O Brasil mantém relações comerciais com Cuba, exportando principalmente produtos agrícolas e alimentícios, além de alguns produtos industriais.
A balança comercial geral entre os dois países tem apresentado superávit para o Brasil. As exportações brasileiras de óleos de petróleo para Cuba são incipientes, de cerca de US$ 50 mil no ano passado. A balança comercial geral entre os dois países tem apresentado superávit para o Brasil, com exportações sobretudo de produtos agrícolas e alimentícios, além de alguns bens industriais.

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