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As aulas semipresenciais da rede pública para os estudantes matriculados no ensino fundamental foram retomadas nesta segunda-feira (9) - duas semanas depois do retorno do ensino médio -, mas não há ainda uma estimativa da aderência dos alunos. De acordo com a Secretaria da Educação do Estado (SEC), só ao final da unidade letiva será posssível precisar se os alunos voltaram às salas.
"A frequência é monitorada junto às unidades escolares, para posterior lançamento oficial no Sistema de Gestão Escolar", informou a SEC por meio de nota. Ao todo, as 388 escolas atendem ao ensino fundamental somam 125.481 alunos. O ensino médio, por sua vez, tem 780 mil estudantes distribuídos em 1.300 escolas.
Presidente Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (APLB), o professor Rui Oliveira disse ao Metro1 que "é difícil encontrar uma escola funcionando", já que a categoria definiu que só retornará às aulas depois que o ciclo de imunização estiver completo. Segundo Rui, há uma reunião marcada com o secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues, hoje à tarde. "A gente esperar chegar a um consenso. Esperamos bom senso", acrescentou Oliveira.
O retorno das atividades, para os ensinos médio e fundamental, obedecem às mesmas regras: de forma escalonada, com ocupação de 50% das salas e divididos por grupos. Cada turma de estudantes será dividida em duas, sendo uma turma formada por alunos iniciados por letra constante do grupo de letras de “A” a “I” e a outra turma formada por alunos com nome iniciados por letra constante do grupo de letras de “J” a “Z”.
A unidade escolar tem a responsabilidade de estabelecer a mesma organização de aulas programadas para as rotinas regulares, de modo que, a cada dia, metade da quantidade de alunos de uma turma participará das atividades de maneira presencial e a outra metade desenvolverá atividades de maneira não presencial, em sistema de alternância diária e com igual carga horária. A SEC destacou o investimento de R$ 350 milhões na requalificação das escolas públicas.
Em Salvador, a modalidade híbrida é uma realidade desde o dia 3 de maio. Coordenador do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), Alysson Mustafá informou que, na rede privada, a participação presencial dos estudantes, "de modo geral", é inferior a 60%.
"Claro que temos mais ou menos uma presença. Mas há uma parte significativa de famílias e de estudantes que optaram por não retornar. Algumas unidades aderem mais, outras menos, mas é uma frequência muito baixa. Grande parte dos alunos segue o ensino remoto, o que nos faz pensar se há realmente necessidade [do retorno presencial]", acrescentou.
