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Em continuação da reunião anterior, ocasião em que o sindicato apresentou uma contraproposta (relembre aqui), o sindicato e a Embasa reuniram-se na tarde da quarta-feira (12/08) para discutir a evolução das tratativas do Acordo Coletivo 2021/2022.
Acontece que, para a surpresa da diretoria do sindicato, a empresa informou de que não foi possível evoluir nas propostas, ou seja, não tinha nada de novo a apresentar. Além disso, reafirmou a manutenção de uma série de retrocessos apresentados por ela até aqui, como o aumento da coparticipação por procedimentos no plano de saúde (triplicando o percentual atual), exclusão das cláusulas do anuênio e do PAI (Programa de Aposentadoria Incentivada) e não reposição da inflação para as demais cláusulas econômicas. Apesar do retrocesso da negociação, que já deveria estar em fase de fechamento, a tratativa continua, ficando agendada uma nova rodada para o dia 19 de agosto.
O Coordenador Geral da entidade, Grigorio Rocha, pontuou na ocasião que esperava muito mais da Embasa, que ao menos apresentasse uma alternativa àquela contraproposta apresentada pelo Sindae no dia 27 de julho último. Com essa postura, a empresa gerou um impasse que precisa ser superado na próxima rodada.
Para sustentar a sua inércia e falta de sensibilidade com os (as) seus (suas) empregados (as), a Embasa voltou a repetir toda sorte de argumentos, não condizentes com a realidade e já refutados pelo sindicato ponto a ponto. Na verdade, o que a empresa está dizendo é que não tem nada a dizer, não fazendo muito sentido ela não propor algo novo para a categoria e esperar que o Sindae ceda à perda de direitos.
O sindicato reforçou que é chegado o momento de evoluir nas proposições e que a empresa está totalmente insensível à realidade da classe trabalhadora. Os (as) empregados (as) estão passando dificuldades, inclusive com aquisição de alimentação, devido à alta exponencial dos preços dos itens da cesta básica, dos combustíveis e da energia elétrica, que estão impactando enormemente o orçamento das famílias assalariadas.
Querer se aproveitar desse momento para impor retrocessos nas conquistas históricas e reduções indiretas de salário não é uma postura de uma empresa cujo governo se diz democrático e popular.
