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Na tarde da quarta-feira (09/03) o Sindae esteve reunido na sede do sindicato com o Diretor de Gestão Corporativa (DG), Flávio Lordello, acompanhado de gerentes e assessores, para tratar de um grande número de temas, como plano de saúde, segurança do trabalhador (a), situação dos trabalhadores (as) sem transporte na empresa, concurso público, PPR e sobre as alterações solicitadas pelo Sindae nos critérios de Avaliação de Desempenho relativo à promoção por mérito.
Sobre este último tema, o sindicato orientou (aqui) e ainda orienta que os (as) trabalhadores (as) não preencham a avaliação enquanto se busca dialogar com a empresa para aperfeiçoamento do processo que, a propósito, está sendo muito criticado e causando bastante confusão. Após ouvir as diversas reclamações dos (das) empregados (as) da Embasa apresentadas pelo sindicato nesta reunião, o diretor da DG afirmou que vai levar a situação para apreciação da presidência da Embasa na próxima semana e até lá se terá uma definição sobre a prorrogação do prazo de preenchimento das avaliações, que se encerram no dia 18 de março, bem como a respeito da solicitação de modificação do processo, principalmente no que se refere à exigência de inclusão de evidências nas avaliações dos (das) trabalhadores (as) realizadas pelos gestores nos critérios de responsabilidade, cuja pontuação seja a partir de 95%.
Em relação ao Programa de Participação dos Resultados – PPR, foi informado que a empresa está consolidando os dados e que na próxima semana haverá uma reunião com o sindicato para tratar do assunto.
Sobre o descumprimento do acordo coletivo em relação ao fornecimento do transporte intermunicipal para os (as) trabalhadores (as), ocasionando discriminação indevida entre trabalhadores de concursos diferentes, a DG se comprometeu a fazer o levantamento desses casos e levar a questão para uma discussão com a Direx. O sindicato ressaltou que já venceu várias ações judiciais sobre esse tema e que não abrirá mão desse direito da categoria. Caso a empresa não normalize essa situação, a entidade continuará ingressando com as ações judiciais, pois não compactua com práticas discriminatórias dessa natureza.
O Sindae também questionou a Embasa sobre a necessidade de melhoria dos planos de assistência médica e odontológica. Lordello afirmou que a DG está buscando, através de pesquisa e estudos, identificar os problemas relacionados às deficiências dos planos para uma melhor adequação do Termo de Referência da licitação à realidade dos usuários. É bom lembrar que o contrato com a Promédica acaba em janeiro de 2023. O sindicato também reivindicou a manutenção do atendimento odontológico na Bolandeira, que é extremamente importante pra quem mora em Salvador e na RMS, além da ampliação do rol de procedimentos na rede credenciada do plano.
O Sindae também cobrou da DG a implementação de um programa de permuta para transferência de trabalhadores (as) com um banco de dados formal. Lordello informou que a DG já tem um programa chamado “Recruta”, que deve ser reformulado para atender a essa demanda e reapresentado à Direx. Ele também se comprometeu a apresentar esse programa ao sindicato em breve.
Outros temas também foram tratados na reunião, a exemplo da adequação da subordinação administrativa dos Técnicos de Segurança ao GPES conforme previsto na NR-4. Neste caso, apesar de discordar da posição do sindicato, a DG se comprometeu a realizar uma reunião com todos (as) os (as) trabalhadores (as) da área para entender melhor as reivindicações desses profissionais.
O sindicato também cobrou o cumprimento da Cláusula 39ª do ACT e do TAC referente ao Programa de Atendimento de Emergência (PAE) nas unidades, sendo que a empresa afirmou que já está realizando processos licitatórios para atender a solicitação em quatro parques da empresa na capital, visando também uma futura ampliação para os demais parques. O sindicato também lembrou a necessidade de contratação de técnicos de enfermagem do trabalho para ação preventivas e emergenciais, a elaboração e adoção de um plano de emergência, a implantação urgente de brigadas de incêndio com incentivos aos brigadistas, entre outras ações.
Em relação à situação dos pais e mães de filhos (as) com deficiência na Embasa, o sindicato solicitou a alteração da cláusula 11ª do ACT, uma vez que a atual redação está criando problemas, como a recusa da empresa em aceitar os laudos médicos e o corte unilateral dos benefícios quando as crianças completam 16 anos. Além disso, o sindicato apontou a necessidade de acompanhamento psico-social dessas famílias e de melhores condições para acompanhamento médico dos tratamentos especiais que essas crianças demandam, alternativas para compensação de carga horária e isenção de coparticipação nessas situações excepcionais.
Em relação à situação da segurança patrimonial nas unidades da Embasa, o sindicato relembrou o recentes acontecimentos de invasão nas estações de tratamento da empresa, resultando em furtos de materiais, assaltos e até trabalhadores baleados. Os dirigentes sindicais cobraram o reforço da segurança presencial e remota nas estações e a melhoria da infraestrutura, inclusive de iluminação nas áreas internas e externas.
O sindicato também cobrou condições estruturais e estruturantes para a a realização dos trabalhos das CIPA e o do Comitê de Equidade e do acesso democrático dos (as) empregados (as) às tecnologias no ambiente corporativo da Embasa. Em relação ao concurso público, a DG afirmou que pode ser lançado edital ainda neste semestre, uma vez que o dimensionamento de vagas já foi aprovado pela Direx e a empresa que vai realizar o certame já foi contratada.
Por fim, ficou acertado que, devido ao enorme volume de questões a serem tratadas e a necessidade de maior aprofundamento dos assuntos, novas reuniões serão marcadas nos próximos meses para acompanhamento das providências adotadas e rediscussão dos temas.
