Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Em decorrência de rumores de que o atual prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), pretende, a qualquer momento, lançar edital de licitações para conceder à iniciativa privada os serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, foi realizado um debate neste sábado (13), no programa “Bom Dia Bahia” da rádio Difusora de Itabuna – AM, que contou com as presenças do deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) e do Diretor do Sindae Erick Maia.
O programa que é apresentado por Ederivaldo Benedito (Bené) e o advogado Dr. Andirlei Nascimento e comentários de Sheila Lima, discutiu a situação atual da EMASA e sobre o seu futuro. Também participou do debate o ex-presidente da empresa municipal, o senhor Jader Guedes.
Pelo sindicato foi colocado, de forma clara, que vai lutar com todas as suas energias para que os serviços de saneamento básico em Itabuna permaneçam nas mãos públicas, por entender que só o poder público tem as condições de fazer os investimentos necessários à universalização do acesso à água e esgotamento sanitário, garantindo uma tarifa acessível para toda a população. Disse ainda que o Sindae não vai abrir mão da manutenção de 100% dos empregos dos funcionários (as) da EMASA em eventual negociação do município com o governo do estado da Bahia. “Na última negociação com a Embasa, eles só queriam assumir metade do quadro de funcionários, o que não podemos concordar” disse Erick Maia, que frisou compreender a pressão social e política por mais investimentos no setor, em que pese a EMASA seja totalmente viável e tenha um quadro de empregados (as) muito competente, mas que historicamente tem sido mal administrada por ingerências políticas várias e precisar valorizar, em muito, os seus funcionários (as), seja do ponto de vista da remuneração, quanto das melhorias das condições de trabalho.
O ex-presidente da EMASA, Jader Guedes, que, de 2017 a 2020, em sua gestão, deu sequência à política de enxugamento dos cargos de indicação política, já iniciada no final do governo Vane, diga-se de passagem, em decorrência da intervenção do Ministério Público Estadual que culminou no afastamento de toda diretoria da época. Guedes, que em seu período, também colaborou para melhorar a profissionalização da gestão da empresa, afirmou ser possível que a própria EMASA consiga fazer os investimentos, bastando que os grandes devedores pagassem o que devem a empresa, como por exemplo, a própria prefeitura e a Santa Casa de Misericórdia. Segundo ele, apenas com a recuperação desses recursos daria para viabilizar grande parte dos investimentos necessários, segundo levantamento do estudo de Viabilidade Econômica e Financeira da Fundação Getúlio Vargas.
O deputado Rosemberg Pinto, defendeu que a busca de soluções para o tema deve passar por um amplo debate, envolvendo trabalhadores e a sociedade, e eventuais decisões não podem ser em gabinetes a portas fechadas.
