O Carnaval 2026 em Salvador sedimentou a importância dos circuitos alternativos, com forte presença de público e fortalecimento da cultura em cada bairro. Um exemplo foi o projeto “Ancestralidade, Fé e Alegria", realizado no Circuito Mãe Hilda Jitolu, na Liberdade. "Foi muito mais que uma festa: foi a celebração viva da nossa identidade, da nossa história e da força do povo do bairro da Liberdade, em Salvador", destacou Agnelo Bororó, presidente do bloco Sambrasil.
"Durante dias inesquecíveis, a cultura afro-brasileira pulsou nas ruas, reunindo famílias, blocos, artistas, crianças e toda a comunidade em um verdadeiro espetáculo de fé, tradição e alegria", completou o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP), Deyvid Bacelar.
Membro do Conselho de Participação Social do governo Lula, Bacelar ressaltou a importância do fortalecimento do carnaval dos bairros e a preservação da cultura popular, que contou com o apoio do Governo do Estado da Bahia. "O Carnaval da Liberade precisa ser classificado como circuito oficial da festa", defendeu.
"Teria sido difícil sem o apoio da Superintendência de Fomento ao Turismo (SUFOTUR), órgão vinculado à Secretaria de Turismo da Bahia. Esse incentivo foi essencial para fortalecer a cultura popular, valorizar nossos artistas e movimentar a economia local", frisou o ex-vereador de Salvador Moisés Rocha, um dos interlocutores que, juntamente com Deyvid Bacelar, viabilizou os apoios para a concretização da festa no local.
"A Liberdade mostrou, mais uma vez, que é território de paz, resistência, ancestralidade e de potência cultural. Que venham novos encontros, novas celebrações e mais capítulos dessa linda história construída pelo nosso povo", disse Rocha.

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