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Sábado, 29 de Agosto 2026
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Atos em defesa das liberdades democráticas

É preciso sim ir às ruas, nesta data histórica de 7 de setembro, defender o Grito dos Excluídos

Atos em defesa das liberdades democráticas
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Esta mensagem tem o objetivo de abordar por que é preciso ir às ruas no dia 7 de setembro. Participar dos atos contra o governo de Jair Bolsonaro no Grito dos Excluídos, em defesa das liberdades democráticas, pela rejeição da 'reforma' Administrativa (PEC-32) que coloca em risco a própria existência dos serviços públicos no Brasil.

Mas poderia também ser sobre como seria possível não ir, não reagir, diante de um país conduzido a passos largos para o desastre de um mundo sem direitos, no qual ter um emprego com conquistas básicas é hoje classificado como privilégio por quem vive a sugar os cofres públicos sem nada produzir.

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Como não reagir diante de um presidente que passa os seus dias a fazer ameaças golpistas e se cala sobre a realidade exposta nas ruas. Como se nada tivesse a ver com os quase 15 milhões de desempregados, com os mais de 30 milhões que vivem de subempregos, com o preço da gasolina, do óleo, do gás. Que ironiza com quem não consegue comprar feijão, enquanto faz propaganda de armamentos caros e das milícias - num país no qual a fome e a miséria voltam a crescer aceleradamente. 

Como não reagir face a um governo cuja prioridade é pautar projetos que beneficiam banqueiros, grandes empresários, latifundiários, enquanto fomenta políticas e ideias que destroem florestas, matam indígenas, que se mobilizam em Brasília e merecem nosso apoio, difundem a misoginia, o racismo, o preconceito, a lgbtfobia e os crimes de ódio.

Como não reagir ao presidente do desmonte, empenhado em liquidar o patrimônio público. Que quer entregar ao capital estatais lucrativas e estratégicas como a Eletrobrás, os Correios, a Petrobrás, o Dataprev, o Serpro. Que quer aprovar uma reforma que direciona os fundos públicos e as estruturas dos serviços públicos para a ganância privada. 

Impopular, ele faz ameaças

O presidente genocida, que retardou a compra de vacinas para difundir o vírus e fazer da imunização um negócio à base de propina, é rejeitado pela imensa maioria da população. Diante do aumento da impopularidade, do desastre de sua gestão e da gravidade das denúncias de corrupção que envolvem a sua família e governo, eleva o tom com ameaças de golpe e autoritarismo - a incitação de seus seguidores contra servidores da Justiça Eleitoral, por exemplo, é parte deste contexto.

Não é hora, porém, de recuar e se deixar intimidar. Tampouco podemos cair em discursos de setores da direita que se voltam contra Bolsonaro, porém seguem defendendo as suas políticas de liquidação de direitos sociais e trabalhistas, de privatizações e aumento da exploração sobre quem trabalha - a 'boiada' que segue passando com o apoio ou omissão do Congresso e do STF.

É preciso sim ir às ruas, nesta data histórica de 7 de setembro, defender o Grito dos Excluídos, defender a campanha "Fora Bolsonaro e Mourão", dizer não à 'reforma' que tenta privatizar os serviços públicos, que tenta acabar com os concursos públicos, com a estabilidade, que abre caminho para reduções salariais e para mercantilização de tudo. Que segue sendo um desastre para os servidores e a população mesmo nos termos do substitutivo do relator. A rejeição no Senado da 'reforma' Trabalhista nos reforça a certeza de que é possível sim derrotar esta contrarreforma de Bolsonaro.

É natural que tenhamos receios. A preocupação com a segurança sanitária e mesmo física dos que estarão nos atos é prioridade dos que integram os comitês organizadores das manifestações. Por isso, nós, do Coletivo LutaFenajufe, ressaltamos a importância de todas e todos servidores do Poder Judiciário Federal e do MPU estarmos juntos nas atividades, participando de forma organizada dos protestos deste 7 de setembro, com nossos sindicatos e coletivos.

Nossas bandeiras são em defesa da vida, dos direitos sociais, dos serviços públicos e gratuitos, das liberdades democráticas e das conquistas da classe trabalhadora. Vamos juntos defendê-las.

Luta Fenajufe coletivo que acredita na força da mobilização para mudar a realidade e que reúne servidoras e servidores do PJU e do MPF e sindicatos e oposições sindicais da categoria.

FONTE/CRÉDITOS: Coletivo LutaFenajufe
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