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Domingo, 18 de Janeiro de 2026

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Trabalhadores da Acelen rejeitam contraproposta da empresa e exigem plano de carreira e ganho real

Os diretores do Sindipetro-BA, trabalhadores na refinaria, criticaram a postura da empresa de apresentar cálculos inflados para negar pleitos

Trabalhadores da Acelen rejeitam contraproposta da empresa e exigem plano de carreira e ganho real
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Em uma demonstração de unidade e descontentamento, os petroleiros da Refinaria de Mataripe rejeitaram massivamente a contraproposta da Acelen para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026. As deliberações ocorreram durante as assembleias realizadas virtualmente na noite de ontem (24) e presencialmente na portaria principal na manhã desta terça-feira (25), conforme edital convocado pelo Sindipetro Bahia. A categoria enviou um recado duro à gestão: não aceitará o parcelamento da reposição inflacionária (INPC) nem a lógica de “soma zero” imposta pela empresa, que condicionou a inclusão de novos direitos à supressão de conquistas históricas.

Os diretores do Sindipetro-BA, trabalhadores na refinaria, criticaram a postura da empresa de apresentar cálculos inflados para negar pleitos e de nivelar por baixo a qualificação dos trabalhadores. Segundo Diogo Teixeira, dirigente do setor privado no sindicato, é inadmissível que profissionais experientes sejam enquadrados como “juniors” e que a Acelen, controlada pelo fundo soberano Mubadala, alegue dificuldades financeiras para não implementar um Plano de Evolução Salarial robusto. “Eles não vieram ao Brasil fazer caridade, vieram lucrar, e precisam valorizar a mão de obra que entregou resultados acima da média”, disparou Teixeira, reforçando que a proposta atual desrespeita quem migrou da Petrobrás ou do polo petroquímico confiando no projeto.

Apesar da sinalização positiva quanto à compensação de jornada para o setor administrativo — uma demanda antiga que está prestes a se concretizar —, o tema econômico foi determinante para a rejeição. O diretor sindical Vanilson Rios, também da base Acelen, pontuou que, embora a questão das folgas esteja encaminhada, o “coração” do acordo, que é o bolso do trabalhador, foi negligenciado pela recusa da empresa em conceder aumento real. Rios destacou ainda que a força para reverter esse cenário na mesa de negociação vem diretamente do número de trabalhadores sindicalizados, convocando a base a se filiar para endurecer o jogo contra a patronal.

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A rejeição da proposta também reflete a insatisfação com o tratamento dado às especificidades de áreas críticas, como a Brigada e a Manutenção. Durante as falas, ficou evidente que a tentativa da Acelen de tratar as reivindicações como meros custos operacionais, ignorando o fator humano e a dedicação das turmas, gerou revolta. A categoria deixou nítido que não validará um acordo que congela o poder de compra e ignora a necessidade de um horizonte de crescimento profissional dentro da refinaria.

Com o resultado soberano das assembleias, o Sindipetro Bahia notificará a Acelen imediatamente para a retomada das tratativas, exigindo uma nova rodada de negociação que traga avanços concretos e não apenas ajustes inflacionários parcelados. O sindicato mantém o estado de mobilização permanente, alertando que a intransigência da empresa em reconhecer o valor de sua força de trabalho poderá elevar a temperatura das próximas ações sindicais na porta da refinaria.

FONTE/CRÉDITOS: Sindipetro Bahia
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