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O SINTAJ realizou ontem (27), no Fórum do Imbuí, um diálogo com a categoria abordando o tema “União, Técnica e Humanização: O futuro do judiciário baiano”. O encontro, que ocorreu em dois turnos (matutino e vespertino), promoveu uma análise comparativa detalhada sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).

Foram confrontados os impactos da lei atual, as vantagens da proposta unificada construída de forma conjunta pelo SINTAJ, Assetba e Aojus, e os riscos institucionais que uma proposta isolada do Sinpojud pode trazer para a aprovação dos direitos das servidoras e servidores.
Durante a apresentação, a coordenação executiva do sindicato relatou os encaminhamentos jurídicos e políticos adotados para acelerar a aprovação do plano junto ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA). Os coordenadores ressaltaram que o projeto possui blindagem técnica rigorosa, sendo cientificamente amparado por estudos do DIEESE e contando com a consultoria direta da especialista Vera Miranda.
A consultora, reconhecida nacionalmente na área de planos de carreira, elogiou o conteúdo elaborado e destacou que o forte embasamento jurídico confere ao projeto um caráter incontestável e de alta viabilidade.

Um dos pontos centrais discutidos foi o problema estratégico gerado pela apresentação de duas propostas diferentes à gestão do Tribunal. A postura do Sinpojud de atuar de forma isolada nas discussões do PCCV fragmenta a representação dos trabalhadores. Segundo a coordenação, esse isolamento enfraquece a força coletiva e concede ao TJBA e ao Governo do Estado uma justificativa política para rejeitar ou adiar as garantias e os direitos básicos pleiteados por toda a categoria.
“Não estamos discutindo apenas uma recomposição financeira. O novo PCCV representa um modelo moderno de gestão de pessoas e de valorização das condições de trabalho das servidoras e servidores”, alertou a coordenação geral do SINTAJ.

Diante do cenário decisivo para o futuro da carreira no judiciário baiano, o SINTAJ convoca todas as trabalhadoras e trabalhadores a participarem ativamente das próximas mobilizações. O momento exige que a categoria se posicione de forma unificada, independentemente de filiação ou da entidade representativa específica, agindo coletivamente como servidores públicos em defesa de sua dignidade profissional.
